OEA quer debater retorno de Cuba à organização em Assembleia

Port of Spain, 17 abr (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, propôs hoje que seja este organismo o que debata, na próxima Assembleia Geral, em junho, a revogação da resolução de 1962 pela qual Cuba foi expulsa da entidade.

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Insulza explicou que a eventual revogação dessa resolução não significaria a readmissão automática de Cuba ao organismo, porque esta decisão corresponde ao Governo de Havana e aos membros da OEA em um processo independente.

Horas antes da inauguração da 5ª Cúpula das Américas em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago, Insulza explicou que o texto da resolução de 1962 contém referências históricas, entre elas a menção ao "bloco chinês-soviético", que não condiz com a realidade política atual.

O secretário-geral da organização ressaltou, no entanto, que a possível revogação da resolução aprovada na Reunião de Consultas de ministros das Relações Exteriores da OEA em Punta del Este, no Uruguai, não significaria a readmissão automática de Cuba ao organismo.

Para isso, Cuba precisaria pedir a readmissão e que todos os países da OEA aprovassem a solicitação em um processo independente.

Esta semana, o líder cubano Fidel Castro escreveu que Cuba não pedirá "de joelhos" para entrar na "infame" OEA.

Insulza destacou que qualquer "debate sobre a reincorporação ou não de Cuba à OEA deveria ser precedido pela revogação da resolução".

"É uma resolução obsoleta. Naturalmente, pode haver outros obstáculos, outras dificuldades, mas essa resolução não serve para enfrentar essas dificuldades. Na minha opinião, a OEA deveria eliminar essa resolução, que é um vestígio da Guerra Fria", afirmou.

"O retorno ou não de Cuba à OEA é uma decisão de Cuba que deve ser conversada com todos os Estados-membros à luz dos textos e resoluções que a OEA emitiu nos últimos anos. Se alguém diz que Cuba não deve estar na OEA, que diga por razões atuais, não por razões do passado", indicou.

Insulza destacou que a decisão de revogar a resolução adotada em 1962 cabe aos países-membros e que, por isso, deve ser analisada na próxima Assembleia Geral da OEA, que será realizada em San Pedro Sula, em Honduras, de 1º a 3 de junho. EFE esc/db

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