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OEA propõe reunião de alto nível para que Equador e Colômbia superem crise

Quito, 18 abr (EFE).- A Organização dos Estados Americanos (OEA) propôs hoje uma reunião de alto nível entre os Governos equatoriano e colombiano para que seja solucionada a crise diplomática surgida com o ataque de 1º de março a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

O secretário-geral da OEA, o chileno José Miguel Insulza - que nesta sexta-feira se reuniu com o presidente e a chanceler do Equador, Rafael Correa e María Isabel Salvador, respectivamente -, disse esperar que uma reunião bilateral aconteça antes de junho.

Esta reunião de alto nível "aconteceria em breve", ressaltou Insulza, segundo quem, no entanto, é preciso antes consultar os Governos do Equador e da Colômbia, que têm de aceitar a proposta.

Para o chileno, o encontro poderia ser de presidentes, chanceleres ou vice-ministros das Relações Exteriores.

Insulza, que ontem se reuniu em Bogotá com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse que identificou nos dois países uma "boa disposição" para solucionar a crise diplomática.

As relações entre ambas as nações foram suspensas dois dias depois que o Exército colombiano atacou um acampamento das Farc no Equador, matando 26 pessoas, entre elas o então "número dois" da guerrilha, "Raúl Reyes".

Desde então, com o mandato adquirido na cúpula de chanceleres da OEA realizada em 18 de março, o diplomata promove uma missão de bons ofícios para ajudar a diminuir a tensão entre os dois países.

O próximo passo, disse Insulza hoje, é "ouvir a opinião dos Governos sobre alguns pontos que ainda estão pendentes e ver a possibilidade de uma reunião, de alto nível, na qual possam ser discutidos alguns temas imediatos e outros de longo prazo".

O secretário-geral também afirmou que, na reunião com a chanceler equatoriana, Salvador apresentou "com muita clareza" um conjunto de propostas para a superação da crise com a Colômbia.

Segundo o chileno, o Governo do Equador quer da Colômbia o fim da suposta "campanha midiática" na qual tenta relacionar Correa e seu gabinete com as Farc.

De acordo com o diplomata, os Governos das duas nações disseram "coisas que acabaram sendo ofensivas" e que, além disso, tiveram grande repercussão na imprensa.

No entanto, Insulza se mostrou "otimista" quanto à superação da crise, já que, após as conversas que manteve com as partes, percebeu que Correa e Uribe estão dispostos a superar o conflito diplomático.

"Nossa tarefa não é a de julgar os fatos, mas a de oferecer bons ofícios" para que ambos os Governos superem os problemas que enfrentam, acrescentou.

"Esperamos que o clima melhore" e que o ambiente entre os dois Governos permita a eliminação definitiva das diferenças, disse.

Segundo o secretário da OEA, "quando as vozes se aplacam por alguns dias, o clima melhora": "Essa é a esperança que temos".

Após o ataque, ambos os Governos iniciaram uma troca de acusações que afastou a possibilidade de suas relações diplomáticas serem retomadas.

Ontem, Correa advertiu às Farc que, se pisarem em solo equatoriano, considerará o passo um "ato de guerra" e reagirá, o que o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, considerou "maravilhoso", se realmente acontecer. EFE fa/sc

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