OEA prevê volta de Cuba ao grupo

MONTREAL (Reuters) - O chefe da Organização dos Estados Americanos (OEA) disse na segunda-feira acreditar que Cuba voltará no futuro a fazer parte da organização de 34 países, mas isso deverá exigir um diálogo maior. A OEA concordou por unanimidade na quarta-feira passada em anular uma decisão de 1962 (quando a Guerra Fria estava em seu auge) que suspendeu Cuba do grupo continental depois de Fidel Castro conduzir o país caribenho ao comunismo.

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O governo cubano saudou a decisão da OEA, mas disse não estar interessado em voltar à instituição, que, segundo ele, é um instrumento do domínio norte-americano sobre a região.

José Miguel Insulza, secretário-geral da OAS, disse a jornalistas em Montreal que espera que essa posição seja amenizada.

"Acredito que as coisas mudem", disse Insulza nos bastidores de uma conferência sobre economia.

"Eles falavam coisas muito ruins sobre a OEA antes. Agora eles não falam essas coisas ruins. As pessoas mudam e eu acho que sempre temos de promover o diálogo", afirmou.

Insulza disse que planeja começar a dialogar com o governo cubano em alguns meses, mas afirmou que a OEA não tem nenhuma agenda específica nem cronograma para a questão.

"No momento, estamos mais voltados ao diálogo bilateral que eles vão iniciar com os Estados Unidos. Acho que essa é a principal questão hoje", disse ele.

O ex-presidente cubano Fidel Castro classificou a OEA como instrumento da política econômica neoliberal e da influência norte-americana sobre a América Latina. Washington disse que a readmissão do país à organização seria condicionada ao escrutínio internacional do governo unipartidário e ao respeito aos direitos humanos.

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