OEA pede que Venezuela investigue violência em protestos

WASHINGTON (Reuters) - A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, vinculada à Organização dos Estados Americanos, pediu na terça-feira à Venezuela que investigue o uso inadequado da força durante confrontos que deixaram dois mortos em meio a protestos relacionados à suspensão de um canal de TV oposicionista. A comissão manifestou séria preocupação com os incidentes de 25 de janeiro, envolvendo policiais, estudantes e seguidores do presidente Hugo Chávez. Um chavista de 15 anos e um estudante mais velho morreram durante manifestações na cidade de Mérida.

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Pelo menos nove policiais e vários manifestantes ficaram feridos durante uma passeata contra o governo na cidade.

A comissão disse ter recebido relatos de que houve feridos "como consequência do uso inadequado da força por parte das autoridades e de ações dos próprios manifestantes, tanto a favor quanto contra o governo".

Segundo os relatos iniciais, os dois jovens foram mortos a tiros por desconhecidos em incidentes separados, e não em confrontos com as forças de segurança.

A tropa de choque usou gás lacrimogêneo e granadas de plástico para dissolver manifestações em toda a Venezuela na semana passada, depois da suspensão do canal a cabo RCTV, uma medida que foi criticada pelo governo dos EUA e por entidades de defesa da imprensa.

(Reportagem de Esteban Israel)

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