OEA pede que Chávez dialogue e não aplique medidas contra Colômbia

Hacienda Pinilla (Costa Rica) 29 jul (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, fez hoje uma chamada ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, para que não aplique medidas contra a Colômbia e recorra ao diálogo para resolver as diferenças.

EFE |

"Faço uma chamada ao diálogo para que se resolva com espírito de conciliação e em nenhum caso tome medidas que afetariam muita gente, estamos falando de uma relação comercial e econômica que não é menor, e de pessoas que vão e vêm entre os dois países", afirmou Insulza.

O secretário-geral da OEA, que participa hoje em Guanacaste, na Costa Rica, da 11ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Mecanismo de Diálogo e Concertação de Tuxtla, disse que "lamenta" e "preocupa" o anúncio de Chávez de bloquear as relações diplomáticas e comerciais com a Colômbia.

"O caminho entre os países tem que ser o diálogo", reiterou Insulza a jornalistas em Hacienda Pinilla, onde acontece a cúpula do mecanismo, que é integrado por Guatemala, El Salvador, Panamá, República Dominicana, Belize, Nicarágua, México e Colômbia.

Chávez ordenou congelar as relações comerciais com a Colômbia por causa do que chamou de acusações "irresponsáveis" sobre o suposto desvio de armas venezuelanas para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O presidente venezuelano também ordenou a "retirada" do embaixador venezuelano na Colômbia, Gustavo Márquez, e advertiu que romperá definitivamente os laços com Bogotá diante de uma eventual "próxima declaração verbal" do Executivo do presidente Álvaro Uribe que signifique uma "nova agressão".

Insulza afirmou que este "não é o caminho" adequado para tratar as diferenças, por isso pediu "cordialidade" e se mostrou disposto, disse, a "exercer nossos bons ofícios", caso sejam solicitados. EFE dmm/an

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