OEA pede para Colômbia e Equador retomarem processo para normalizar relações

Washington, 24 jun (EFE) - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pediu hoje a Colômbia e Equador para retomarem o compromisso de restabelecer relações diplomáticas sem condições prévias, em nível de encarregados de negócios, o que deveria se formalizar no decorrer desta semana.

EFE |

Insulza fez o pronunciamento um dia depois que a Colômbia anunciou a decisão de adiar o reatamento das relações diplomáticas devido a declarações à imprensa do presidente equatoriano, Rafael Correa, e aos insultos do Governo do Equador à Colômbia.

O secretário-geral da OEA afirmou que nos próximos dias viajará para Bogotá e Quito, onde deve se reunir "com as mais altas autoridades de ambos os Governos", para retomar o processo de diálogo e concretizar os mecanismos de cooperação na área de segurança.

Os vice-chanceleres de Colômbia, Camilo Reyes, e Equador, José Valencia, acertaram, em 10 de junho, na sede da OEA em Washington, uma reunião entre os ministros de exteriores dos dois países no final do mês para formalizar o processo de normalização das relações diplomáticas.

O Equador rompeu relações com a Colômbia em 3 de março, dois dias após uma incursão do Exército colombiano em território equatoriano para bombardear um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Desde então, a OEA supervisionou um processo de aproximação que deveria se formalizar até o final do mês.

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e Correa acordaram em 6 de junho o restabelecimento das relações diplomáticas, "em uma primeira instância em nível de encarregados de negócios", gestão na qual participou o Centro Carter.

Insulza considerou que este é o caminho certo para avançar na recuperação da confiança mútua e na construção de uma agenda de cooperação.

Além disso, pediu a ambos os países para colocar fim às declarações públicas que possam gerar um distanciamento entre as partes e um retrocesso no clima de confiança que tinha sido obtido com a gestão da OEA. EFE elv/db

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