Raúl Alfonsín colocou a Argentina no centro do mundo democrático - quando essa palavra ainda era pouco declinada na América Latina, afirmou nesta quarta o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, ao prestar homenagem ao ex-presidente falecido na terça-feira.

Em sua memória, Insulza e os embaixadores dos 34 países membros da Organização de Estados Americanos (OEA) guardaram um minuto de silêncio durante a sessão do Conselho Permanente.

Alfonsín, vítima de um câncer aos 82 anos, "restabeleceu a tranquilidade, a calma, e eliminou o temor, que era a tônica do cotidiano dos cidadãos argentinos", disse Insulza.

"Além disso, recolocou seu país no centro do mundo democrático num momento em não havia muitas democracias na nossa região", assinalou Insulza, citado num comunicado do organismo.

Nesta quarta-feira está sendo velado no Congresso argentino o corpo de Alfonsín (1983-1989), como parte de três dias de luto oficial.

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