OEA não obtém consenso para declaração sobre Honduras

O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) não obteve nesta segunda-feira um consenso entre seus 33 membros para elaborar uma declaração sobre Honduras, ao final de dez horas de debates, constatou a AFP.

AFP |

A declaração não obteve consenso devido a divergências sobre se é possível reconhecer o vencedor das próximas eleições, programadas para 29 de novembro, e sobre a linguagem para condenar o regime de fato.

O presidente do Conselho, o chileno Pedro Oyarce, e o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, divulgaram uma declaração comum, que não compromete o Conselho, que exige o "respeito à inviolabilidade" das embaixadas em Honduras.

Manuel Zelaya, o presidente deposto de Honduras, voltou secretamente ao país há uma semana e se abrigou na embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

No domingo, o governo de fato ameaçou retirar o status diplomático da embaixada brasileira diante da indefinição do Brasil sobre a situação de Zelaya na sede diplomática.

O governo de fato quer que Zelaya seja declarado exilado na embaixada, para impedir que o presidente deposto continue utilizando a sede diplomática para atividades políticas.

Oyarce e Insulza reafirmaram "sua decisão de seguir fazendo todos os esforços em busca de uma solução pacífica para a crise hondurenha".

Durante a sessão da OEA, o governo de fato em Honduras convidou a organização a enviar uma comissão avançada ao país, um dia após impedir a entrada de outra missão da OEA, que prepararia a visita de um grupo de chanceleres encarregados de mediar a crise política.

No domingo, cinco membros da OEA ficaram "detidos" durante seis horas, ao chegar ao aeroporto de Tegucigalpa, e quatro foram expulsos do país.

nl/LR

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