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OEA não detecta indícios de fraudes sobre o referendo no Equador

O representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Equador declarou nesta quinta-feira que nada indica que o referendo constitucional deste domingo no país será afetado por fraudes.

AFP |

"Não há nenhum indício de fraude", afirmou o representante Enrique Correa durante uma entrevista coletiva em Guayaquil (sudoeste), feudo da oposição. A OEA e a União Européia enviaram dezenas de observadores ao Equador para vigiar o referendo de domingo.

O texto submetido ao voto popular instaura um novo modelo econômico que tem como objetivo impulsionar um "socialismo do século XXI" após anos de neoliberalismo. Ele concede ao Estado o direito de regular e planejar a economia e amplia as prerrogativas presidenciais, além de defender a gratuidade da saúde e da educação.

Vários membros da oposição conservadora alertaram para riscos de fraude, dando a entender que os resultados da votação talvez sejam manipulados.

Entretanto, o representante da OEA destacou que não recebeu uma queixa formal da oposição neste sentido.

A campanha eleitoral de 45 dias sobre o texto adotado em junho por uma Assembléia Constituinte termina nesta quinta-feira à meia-noite.

Segundo Enrique Correa, a campanha foi marcada "por uma lógica de confronto baseada na difamação do adversário". O debate sobre o conteúdo "acabou sendo relegado para segundo plano", lamentou.

O delegado da OEA também denunciou a ausência de legislação sobre os gastos eleitorais. O estado gastou muito mais que a oposição para defender seu projeto.

De acordo com uma pesquisa publicada quarta-feira pelo instituto independente Santiago Perez Investigación y Estudios, o "sim" reúne 58% das intenções de voto.

O referendo é considerado um plebiscito contra ou a favor do presidente socialista Rafael Correa, eleito em novembro de 2006.

vel/yw

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