WASHINGTON (Reuters) - A Organização dos Estados Americanos (OEA) exigiu nesta segunda-feira a assinatura imediata do Acordo San José para resolver a crise política em Honduras e pediu que se evitasse a violência depois do retorno do presidente hondurenho deposto Manuel Zelaya ao país da América Central. Em uma reunião extraordinária, o Conselho Permanente da OEA exigiu plenas garantias para assegurar a vida e a integridade física de Zelaya, quem se encontra refugiado na embaixada brasileira em Tegucigalpa.

O Acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, dentro de seu trabalho de mediação do conflito hondurenho, pretende restituir Zelaya na Presidência como saída à crise desencadeada depois do golpe de Estado em 28 de junho.

Até agora, o acordo foi rejeitado pelo governo de facto que assumiu Honduras, que se nega a reintegrar Zelaya e que insistiu na realização de uma eleição presidencial, programada para 29 de novembro.

"O Conselho Permanente exige que todos os setores da sociedade hondurenha atuem com responsabilidade, evitando atos que possam provocar violência e que não contribuam à reconciliação nacional que tanto quer o povo de Honduras e todo o continente", disse a OEA em uma resolução.

Honduras foi suspensa do organismo depois do golpe militar que destituiu Zelaya.

(Reportagem de Anthony Boadle)

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