OEA estabelece ultimato de 72 horas para Honduras

WASHINGTON - Os membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) deram ao governo interino de Honduras um prazo de 72 horas para que a democracia seja restabelecida, ou o país sofrerá possível suspensão da entidade, de acordo com uma resolução aprovada na madrugada desta quarta-feira.

Redação com agências internacionais |

A OEA condenou o golpe que derrubou o presidente Manuel Zelaya no domingo e exigiu o "imediato, seguro e incondicional retorno do presidente a suas funções constitucionais". A entidade afirmou que "nenhum governo resultante dessa interrupção inconstitucional será reconhecido".

A OEA instruiu seu secretário-geral, José Miguel Insulza, a tomar "iniciativas diplomáticas com o objetivo de restaurar a democracia e o regime da lei". "Se isso não tiver sucesso em 72 horas, uma sessão especial da Assembleia Geral poderá suspender Honduras", disse a resolução.

A resolução da OEA foi lida durante sessão especial da organização para discutir a situação de Honduras, com a presença de Zelaya.

Volta de Zelaya

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou que voltará a seu país, após o ultimato de 72 horas imposto pela OEA para sua restituição, e disse que, se os militares quiserem "executá-lo ou assassiná-lo", que o povo os julgue.

"Vou retornar a Honduras, eu sou o presidente", disse Zelaya, ao fim de uma entrevista coletiva organizada após o 37º período extraordinário de sessões da Assembleia Geral da OEA.

Zelaya disse que esperará que termine o ultimato de 72 horas para "continuar este processo" e para não prejudicar os esforços diplomáticos para resolver a crise, mas não precisou a data.

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