Washington, 26 jun (EFE).- A Organização dos Estados Americanos (OEA) concordou em enviar uma comissão especial a Honduras para que analise a crise política e institucional que vive o país e contribua ao diálogo entre os atores políticos e sociais, aos quais convocou a atuar dentro do estado de direito.

O Conselho Permanente da organização confirmou por aclamação uma resolução na qual respalda Honduras para preservar e fortalecer as instituições democráticas, após o conflito que começou após o presidente hondurenho, Manuel Zelaya, ter expressado a intenção de reformar a Constituição.

Na resolução, os 34 países-membros do organismo expressam "preocupação com que os recentes eventos em Honduras possam colocar em risco seu processo político institucional democrático e o exercício legítimo do poder".

Além disso, pedem a "todos os atores políticos e sociais para que suas ações se emoldurem no respeito ao estado de direito, a fim de evitar a ruptura da ordem constitucional e da paz social".

O Conselho Permanente também pede ao secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, para que constitua, com caráter urgente, uma comissão especial que visite Honduras para "fazer uma análise dos fatos".

A missão especial do organismo interamericano deverá, além disso, "contribuir para um diálogo nacional amplo", a fim de promover soluções democráticas à delicada situação política e institucional pela qual Honduras passa atualmente.

O grupo deverá informar depois ao Conselho Permanente sobre sua avaliação e de suas gestões, de acordo com a resolução. EFE cae/db

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