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OEA é otimista, mas com cautela , sobre crise entre Colômbia e Equador

Quito, 27 fev (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, assegurou nesta sexta-feira que se pode ser otimista, mas com muita cautela, sobre a solução à crise diplomática entre Equador e Colômbia.

EFE |

"Pode-se ser otimista, mas com muita cautela, e acho que ainda faltam coisas para completar, para que se possam dar as condições que permitam retomar a relação diplomática entre Quito e Bogotá, rompida há um ano, destacou Insulza.

O secretário da OEA fez essas declarações em entrevista coletiva na base aérea do aeroporto "Mariscal Sucre" de Quito, após o percurso feito por uma área equatoriana fronteiriça com a Colômbia.

A visita de Insulza acontece dois dias antes do primeiro aniversário do ataque militar colombiano à zona equatoriana de Angostura, onde a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tinha construído um acampamento.

Esse ataque, ocorrido em 1º de março de 2008, derivou na decisão de Quito de romper relações com Bogotá por considerar que foi executado de forma premeditada, sem aviso, sem permissão e violando a soberania equatoriana.

Insulza, que tentar mediar o conflito bilateral, assinalou que uma das principais causas que entorpecem o restabelecimento das relações é a desconfiança entre ambas as partes.

A confiança "foi difícil de restabelecer" entre os dois Governos, acrescentou o secretário da OEA após indicar que as coisas são frágeis se não forem alcançadas essas "pontes de confiança".

No entanto, explicou que aconteceram algumas coisas que podem ser olhadas como positivas e que permitiriam avistar uma melhora nas relações dos dois países, embora tenha insistido em que, segundo seu critério, "é prematuro tirar conclusões alegres".

"Alguns meses atrás todos pensávamos que estávamos a ponto do reatamento das relações... Não aconteceu assim e, por isso, então vou manter essa cautela", disse Insulza.

Além disso, ressaltou que é um erro vincular o Equador com as Farc, como se escutou em certos setores políticos de ambos os países.

"Disse muitas vezes que eu não acho que o Governo do Equador tenha ou tenha tido relação alguma com as Farc e, portanto, não é um tema no qual nós possamos dizer algo novo", esclareceu.

Também insistiu em que essa suposta vinculação "jamais foi levantada no conselho da OEA e não existiu nenhuma acusação concreta nessa matéria".

Sobre sua visita à província litorânea de Esmeraldas, no noroeste do Equador e na fronteira com a Colômbia, Insulza disse que pôde constatar, no terreno, as condições dos povoados nessa conflituosa região.

Insulza, que percorreu a zona fronteiriça acompanhado do chanceler equatoriano, Fander Falconí, e do ministro coordenador de Segurança Interna e Externa, Miguel Carvajal, informou que na terceira semana de março visitará de novo o país em uma "missão de verificação" da OEA.

Essa delegação, composta por "especialistas em diferentes temas", elaborará um relatório para que a OEA possa continuar com seu trabalho de "bons ofícios", com o objetivo de aproximar a possibilidade de que Equador e Colômbia retomem suas relações diplomáticas.

De seu lado, o chanceler equatoriano destacou a visita à zona fronteiriça porque, segundo sua opinião, Insulza pôde assim constatar "in loco" os problemas que afetam essa região, atingida pelo conflito interno colombiano.

Falconí disse que existem "condições de vida deploráveis" e "níveis crescentes de insegurança" para equatorianos e colombianos que buscaram refúgio na região.

Lembrou que o Equador apresentou uma lista de cinco requisitos mínimos para retomar a relação com a Colômbia e pediu um pronunciamento claro do Governo do presidente Álvaro Uribe a respeito. EFE fa/ma

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