OEA doa US$ 100.000 ao Haiti

Washington, 15 jan (EFE).- A Organização dos Estados Americanos (OEA) entregou hoje ao embaixador do Haiti na entidade, Duly Brutus, uma contribuição inicial de US$ 100.

EFE |

000 para ajudar nos trabalhos de busca, resgate e reconstrução.

O secretário-geral adjunto da OEA, Albert Ramdin, disse hoje, em entrevista coletiva, que será o escritório da OEA no Haiti, comandado por Ricardo Antonio Silva Seitenfus, que canalizará a ajuda e a assistência técnica ao Governo haitiano ao longo das próximas semanas.

Ramdin, que em breve pretende viajar ao país caribenho para continuar coordenando a assistência humanitária do organismo regional, disse que a OEA deve doar mais US$ 1 milhão à reconstrução do Haiti.

Mas o secretário adjunto disse ainda que os funcionários da organização no Haiti estão bem, embora com alguns pequenos ferimentos.

No momento, a OEA tenta retomar as atividades de seu escritório em Porto Príncipe para se unir aos esforços da assistência humanitária internacional sobre o terreno.

Um primeiro passo é o restabelecimento da comunicação com o Haiti e a OEA, disse Ramdin.

A organização montou uma "sala de emergência" para coordenar os esforços das instituições interamericanas no Haiti e mobilizar recursos de toda a região, acrescentou o secretário-geral do organismo, José Miguel Insulza.

Insulza destacou que muitos dos países-membros já enviaram equipamentos e material para ajudar o povo haitiano O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da "Agência Brasil". EFE ca/sc

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