OEA diz que crise pode reverter progressos nos países da América

Linda Hutchinson. Port of Spain, 15 abr (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou hoje que a crise econômica é uma grande ameaça aos países da América, pois pode reverter os avanços registrados na última década em termos de redução da pobreza e criação de emprego.

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Em discurso no 2º Fórum do Setor Privado, que antecede o início da 5ª Cúpula das Américas, em Port of Spain, Insulza elogiou o pacote de US$ 1,1 trilhão estipulado pelos líderes do Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações mais ricas e principais emergentes) há duas semanas em Londres para enfrentar a crise global.

"A crise internacional é uma ameaça e uma realidade para muitos de nossos países. Afetou o preço e volume das exportações, e isso terá um impacto no desemprego", disse.

"Corremos um grande risco de retroceder na batalha contra a pobreza, na criação de bons empregos e, como consequência, é muito importante que enfrentemos a crise", ressaltou.

Nesse sentido, destacou que a OEA está muito animada com a decisão do G20 de aumentar os recursos das entidades financeiras internacionais para ajudar os países a conter a crise.

"É muito importante também que eles tenham decidido aumentar o financiamento para o comércio", destacou o ex-ministro chileno, em alusão aos governantes do G20.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e outros organismos financeiros no Caribe e na América Central poderiam se beneficiar com uma capitalização, acrescentou.

Por outro lado, o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Patrick Manning, afirmou que o setor privado do continente americano tem sérios desafios pela frente, já que promover a prosperidade está ligado à criação de líderes empresariais.

No discurso, o premiê destacou que o setor privado precisa promover um aumento do comércio e estimular a competitividade, enquanto implementa propostas para um desenvolvimento sustentável.

Além disso, sugeriu, deve-se dar atenção especial às necessidades econômicas das economias menores, mais vulneráveis.

Manning disse aos empresários que eles "precisam desenvolver propostas para construir capacidade, para desenvolver infraestrutura física e financeira" e para revigorar o setor agrícola.

"Estão convocados a ajudar na guerra contra a fome e a pobreza, a criar trabalhos dignos e a aumentar os padrões de vida através do desenvolvimento de oportunidades de negócios", afirmou.

"Ao mesmo tempo, nós esperamos que vocês apresentem novas ideias para a segurança energética e a sustentabilidade ambiental", disse o primeiro-ministro.

Manning ressaltou que uma fonte energética mais eficiente estimulará o desenvolvimento na região tanto dos países consumidores como dos produtores.

Ao notar que o papel do setor privado está diretamente ligado ao tema principal da Cúpula das Américas, Manning disse que o desafio está em ter uma boa atuação em um momento em que as principais economias mundiais enfrentam uma recessão.

O tema central da reunião em Port of Spain, que reunirá 34 chefes de Estado e de Governo da América entre 17 e 19 de abril, é a prosperidade, a segurança energética e a sustentabilidade ambiental.

EFE lhj/db

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