OEA deve reeleger nesta quarta-feira o seu secretário-geral

WASHINGTON - A Assembleia Geral Extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA) se reúne nesta quarta-feira para escolher o secretário-geral, cargo ao qual o atual dirigente da organização, o chileno José Miguel Insulza, é o único candidato.

EFE |

Além dessa eleição, os países membros da organização decidirão, em uma votação separada, sobre a reeleição do atual "número dois" da OEA, o surinamês Albert Ramdin.

Está previsto que a XXXIX sessão extraordinária do principal órgão decisório do organismo regional comece às 12 horas de Brasília.

Por enquanto, não se apresentaram outros candidatos para o cargo, por isso é praticamente certa a reeleição dos dois dirigentes para o mandato 2010-2015.

Embora tradicionalmente nesse tipo de reuniões os países estejam representados por seus chanceleres, nessa ocasião serão poucos os que participarão, pois trata-se de uma votação praticamente definida.

Para poder efetuar as eleições, o quórum necessário tem de ser dois terços dos 35 Estados membros da OEA, ou seja, 24.

Nas eleições internas do organismo são contados os 35 Estados-membros, incluindo Honduras, suspenso desde o ano passado, e Cuba, que não se reincorporou após ter sido excluído durante várias décadas. A mesma norma se aplica aos votos que terão de reunir Insulza e Ramdin.

Dessa maneira, e embora Honduras e Cuba não participem das votações, os dois candidatos necessitarão de uma maioria simples para serem reeleitos, ou seja, o apoio de 18 países, o que está praticamente garantido.

Poucos países, como o Canadá e Peru e os da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) - Equador, Bolívia, Nicarágua e Venezuela -, não se posicionaram sobre o apoio ou não a Insulza.

O político chileno conta com o importante apoio da Comunidade do Caribe (Caricom), que lhe deu recentemente seu respaldo, representando 14 votos, praticamente o total necessário para a eleição.

Outros países já anunciaram oficialmente o apoio ao chileno. Além de seu próprio governo, Brasil, Costa Rica, Uruguai, Colômbia, Guatemala, El Salvador, República Dominicana, Argentina, Paraguai e Panamá.

Na segunda-feira, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, enviou carta a Insulza formalizando o apoio do governo do presidente Barack Obama à sua reeleição, assim como à de Ramdin, ignorando a campanha de alguns legisladores republicanos e do jornal "The Washington Post" contra o diplomata chileno.

O México, um dos países que guardava até pouco tempo sua posição a respeito da reeleição, também se pronunciou em favor de Insulza em declarações recentes de sua secretária de Relações Exteriores, Patricia Espinosa, a um jornal chileno.

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