La Paz, 25 jan (EFE).- A Organização dos Estados Americanos (OEA) destacou hoje o clima de tranquilidade e respeito e a ausência de irregularidades, nas primeiras horas do referendo realizado na Bolívia sobre a nova Constituição.

Em entrevista coletiva, o chefe da delegação de observadores da OEA, o uruguaio Raúl Lago, pediu aos bolivianos que mantenham "o ambiente de paz que impera em todo o país" para que os votos possam "ser emitidos individual, livremente e de forma secreta".

Lago explicou que a missão da organização, a maior de todas as que foram à Bolívia para acompanhar o referendo, tem 68 observadores "em áreas urbanas, suburbanas e rurais" dos nove departamentos do país.

"Não temos nenhuma informação sobre incidentes de violência nem nenhuma denúncia até o momento", disse Lago, que lembrou que a OEA "está disposta a receber denúncias concretas e que forem registradas formalmente" sobre possíveis fraudes.

Os quase 3,9 milhões de bolivianos que estão convocados hoje às urnas votam sobre o texto estipulado no Congresso entre o partido do presidente Evo Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS), e parte da oposição, que introduziram mais de 100 emendas ao projeto apresentado inicialmente pela Assembleia Constituinte.

Lago apresentou à imprensa um relatório com os dados que os observadores da OEA entregaram a ele nas primeiras horas de votação.

As informações refletem que 94% das mesas observadas contavam com todos os materiais necessários para a votação, 96% com os espaços adequados e 74% foram abertas com todos os júris eleitorais titulares.

A organização contabilizou uma baixa presença de delegados dos partidos políticos nos colégios eleitorais.

Os centros de votação analisados pela delegação contavam com 22% de observadores do governista MAS, 4% do partido opositor, Poder Democrático e Social (Podemos), 4% dos comitês cívicos e 18% de outras forças políticas.

Além disso, o relatório afirma que, em 78% dos centros de votação, havia forças de segurança nas imediações.

A votação termina por volta de 16h (18h de Brasília) nos 2.816 colégios eleitorais instalados no país, onde há mais de 350 observadores de mais de dez organismos internacionais. EFE lav/db

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