OEA descarta resolução sobre Cuba na Cúpula das Américas

Washington, 7 abr (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, descartou hoje que os líderes aprovem durante a 5ª Cúpula das Américas uma resolução sobre Cuba, assim como a inclusão de uma menção específica a Havana na declaração.

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De fato, na minuta do Projeto de Declaração da Cúpula ao qual a Agência Efe teve acesso, não há qualquer referência a Havana.

"Acho que mais de um presidente vai colocar o tema de Cuba. É um processo, está em andamento nos Estados Unidos, mas não acho que vá haver uma resolução", disse o dirigente da OEA.

Insulza explicou que não vê espaço para uma resolução, pois o embargo imposto por Washington a Havana em 1962 "é assunto dos Estados Unidos", e uma possível reintegração de Cuba ao Sistema Interamericano "significa decisões por parte da Assembleia Geral da OEA".

A participação de Cuba na OEA foi suspensa em 1962. É o único país do continente que não é integrado no Sistema Interamericano.

Apesar disso, o principal responsável do organismo regional se mostrou convencido de que este tema "seguramente" será colocado, pois "alguns" líderes já anunciaram que farão isso, como o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

No entanto, ele disse acreditar que a cúpula será o começo de um novo diálogo entre Estados Unidos e América Latina e Caribe, o que "é muito necessário e útil", disse.

Insulza falou sobre o presidente americano, Barack Obama, e ressaltou que ele não quer fazer políticas "para vocês", em referência aos países latino-americanos, mas "com vocês", pelo que considerou que "todos os líderes estão dispostos a se entender bem com os Estados Unidos".

Para o secretário-geral da OEA, o fato de Obama já ter recebido o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e encontrado, antes mesmo de tomar posse, o líder mexicano, Felipe Calderón, "são sinais de interesse" e "nós estimamos muito", disse.

Insulza afirmou que espera "algumas resoluções" na cúpula sobre a melhor forma de adaptar as medidas estipuladas pelo Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e principais emergentes) à realidade da região, principalmente no que diz respeito aos órgãos financeiros regionais e sua contribuição à recuperação econômica.

Ele disse ainda que haverá "alguns pronunciamentos importantes" sobre o aquecimento global, e expressou o desejo de que seja alcançada uma posição comum para a conferência de Copenhague.

Além disso, prevê um acordo em matéria de cooperação na luta contra o crime organizado e o tráfico de drogas, e "provavelmente" algo em relação à energia sustentável. EFE cae/db

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