OEA comemora acordo para votar nova constituição na Bolívia

LA PAZ - A Organização dos Estados Americanos (OEA) celebrou hoje o acordo a que chegaram os parlamentares bolivianos para convocar o referendo da nova Constituição e assinalou que é o primeiro passo que marca o caminho rumo à unidade do país.

EFE |

Assim afirmou o diretor do escritório de Prevenção e Resolução de Conflitos da OEA, Raúl Lago, um dos observadores internacionais das sessões parlamentares nas quais se discutiram as mudanças do texto constitucional.

Este acordo é "o triunfo da Bolívia e nós como integrantes da OEA e como latino-americanos temos uma grande satisfação com que os bolivianos tenham encontrado um caminho de consenso que lhes permitirá buscar o crescimento para o futuro", afirmou Lago em declarações ao canal estatal de televisão.

Ele destacou a situação que vive a Bolívia, cujo Congresso deve aprovar nas próximas horas a lei de convocação do referendo sobre a nova Constituição após o acordo político entre os governistas e a oposição.

"Falta pouco para ter uma Constituição dos bolivianos, com o que alguns participam plenamente e outros considerem que não contemplou todas suas expectativas, mas nunca se alcança tudo o que se quer. O importante é que esse não é o triunfo de ninguém em particular", assinalou.

Lago se comemorou o fato de as negociações terem se encaminhado positivamente e a concretização de um acordo "que mais ou menos equilibra as opiniões de todos".

Além disso, celebrou "a vitória da não violência, da tolerância e do respeito".

O Congresso boliviano debate a lei de convocação ao referendo constitucional que será realizada em 25 de janeiro de 2009, em uma sessão parlamentar que começou às 21h de ontem (horário de Brasília), após um acordo político entre governistas e opositores.

Às três da madrugada (5h de Brasília), o Congresso boliviano aprovou uma lei interpretativa ratificando as correções ao projeto de Carta Magna estipuladas entre as forças parlamentares e que modificam mais de 100 artigos do texto elaborado pela Assembléia Constituinte.

Posteriormente, começaram a ler os 411 artigos que integram o texto constitucional com o qual o presidente Evo Morales pretende "refundar" a Bolívia.

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