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OEA começou era de tolerância , diz presidente de Honduras

SAN PEDRO SULA - O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, disse que a Organização dos Estados Americanos (OEA) fez uma reparação histórica ao revogar o dispositivo que expulsou Cuba. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, ao término da 39ª Assembleia Geral da entidade, realizada na cidade de San Pedro Sula, Honduras.

Agência Ansa |


"Esta foi uma decisão tomada pelo mérito de nossos chanceleres. Uma decisão tomada por consenso, o que era mais difícil. A OEA está fazendo uma retificação histórica, que mostra a força do diálogo e das ideias invencíveis", disse o mandatário. "Estamos começando uma nova era de fraternidade e tolerância", complementou.

A resolução aprovada nesta quarta-feira anula o dispositivo que mantinha Cuba afastada da entidade, aprovado em 1962, durante uma reunião de chanceleres ocorrida em Punta del Este, no Uruguai.

A medida foi adotada depois que o governo cubano, então encabeçado por Fidel Castro, declarou seu alinhamento à União Soviética. Ao se referir a este argumento, Zelaya ressaltou que "todo Estado tem o direito de escolher seu próprio sistema político, econômico e social".

"Isto, há mais de quatro décadas, foi feito pelo povo cubano, e hoje, depois de bloqueios e ingerências, a OEA faz uma sábia reparação", argumentou. "A Guerra Fria terminou aqui, em San Pedro Sula."

O texto da assembleia afirma também que "a presença de Cuba na OEA será resultado de um processo de diálogo iniciado por solicitação do governo cubano e conforme as práticas, os propósitos e princípios da OEA".

A chanceler de Honduras, Patricia Rodas, definiu a decisão como "uma notícia fundamental e histórica", e ressaltou que os povos latino-americanos estão recuperando a dignidade do povo cubano.

O texto foi elaborado durante a manhã desta quarta, em diálogos dos quais participaram os países da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) - sobretudo Venezuela e Nicarágua - e os Estados Unidos. Outras nações, como Brasil e Argentina, atuaram como mediadores das posições contrárias dos dois blocos.

De um lado, Washington exigia que a readmissão de Cuba se desse apenas mediante a adequação do regime de Havana aos princípios democráticos da OEA. Os países da Alba, por sua vez, defendiam um retorno sem qualquer condicionamento.

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