OEA busca coordenação com outras organizações para ajudar Haiti

Washington, 13 jan (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou hoje que ajudar o Haiti é uma prioridade, e destacou a intenção da entidade de coordenar, com outras organizações internacionais, os trabalhos de recuperação do país caribenho após o forte terremoto de ontem.

EFE |

"Nossa missão é dar prioridade à catástrofe do Haiti", disse Insulza ao Conselho Permanente da OEA. O embaixador haitiano na organização, Duly Brutus, disse que o tremor de 7 graus na escala Richter deixou milhares de vítimas.

"Nunca o país precisou tanto de ajuda da comunidade internacional", afirmou.

Desde ontem, a OEA começou a coletar informações sobre a catástrofe e está trabalhando na ajuda aos haitianos junto com outras entidades, como a Organização Pan-americana da Saúde (OPS) e as Nações Unidas, explicou Insulza.

O secretário-geral afirmou que no caso da ajuda direta os "recursos são limitados", por isso conta com o apoio da Fundação Pan-americana de Desenvolvimento, que dispõe de 150 funcionários no Haiti.

Por sua vez, o representante haitiano fez um apelo para que a comunidade internacional ajude o povo do Haiti, e "hoje mesmo fazer todo o possível para salvar milhares de pessoas vivas que estão sob os escombros".

Brutus agradeceu aos Governos americano, venezuelano, colombiano e dominicano por terem enviado tropas e outros profissionais para atender o povo haitiano.

"Os primeiros materiais de emergência e voluntários começaram a chegar. Muitos edifícios públicos, como os palácios do Governo, do Legislativo e da Justiça, assim como hospitais e a catedral, ficaram seriamente danificados", acrescentou.

Segundo ele, "é prioritário nesses momentos de desgraça" distribuir água potável e remédios à população.

O secretário-adjunto da OEA, Albert Ramdín, reuniu-se com representantes da OPS que, segundo ele, confirmaram que "há membros das famílias do pessoal local da OPS que perderam crianças no desastre".

A Cruz Vermelha calcula que quase 3 milhões de pessoas podem estar desabrigadas. Ramdín lembrou que a torre de controle do aeroporto de Porto Príncipe ficou destruída, "o que dificulta a chegada de ajuda nos próximos dias".

O secretário-adjunto recomendou que, se os Estados-membros da OEA quiserem ajudar, assim como o setor privado ou os imigrantes haitianos, "o mais conveniente seria enviar ajuda em dinheiro", e lembrou que a OPS estabeleceu um mecanismo na internet para receber as contribuições.

"A experiência nos diz que, às vezes, a ajuda que é enviada não é a que necessitamos nesse momento", explicou.

Ramdín também fez referência à segurança depois que de terem sido registrados os primeiros distúrbios e saques de supermercados e alimentos do Programa Mundial da Saúde.

Na reunião, todos os representantes dos países-membros manifestaram sua solidariedade ao Governo haitiano, e fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas.

O embaixador da República Dominicana , Virgilio Alcântara, disse que seu país "se oferece como ponte para canalizar a ajuda internacional", e pôs à disposição da OEA equipes e auxiliares administrativos para ajudar "no que for preciso".

Além disso, a República Dominicana está se preparando para receber membros de instituições internacionais cujas sedes no Haiti foram destruídas, como as da Unicef e do Banco Mundial.

Alcântara lembrou que seu Governo ofereceu o hospital das Forças Armadas na capital Santo Domingo para dar assistência às vítimas, e enviou 39 caminhões com alimentos, oito clínicas móveis com 36 médicos e material, assim como especialistas para consertar a rede de comunicações.

O representante haitiano voltou a tomar a palavra no final da reunião para "dar um grande obrigado" a todos os membros da OEA e à comunidade internacional pelo "apoio e solidariedade que oferecem ao nosso povo". EFE.

elv/id

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