OEA, Brasil, Argentina, Colômbia, UE e Igreja buscam diálogo na Bolívia

A Organização dos Estados Americanos, Brasil, Argentina, Brasil, Colômbia, União Européia e a Igreja Católica buscam separadamente abrir cenários de diálogo na Bolívia entre o governo e a oposição para tentar apaziguar a situação política em torno das autonomias regionais e da nova Constituição.

AFP |

O embaixador brasileiro em La Paz, Frederico César Araújo, o chanceler argentino, Jorge Taiana, e o vice-chanceler colombiano, Camilo Reyes, iniciaram nesta quinta-feira na Bolívia seus contatos para tentar mudar as posições do governo e de seis das nove regiões da Bolívia, além dos partidos políticos.

Enquanto isso, o governo brasileiro anunciou a viagem que o chanceler Celso Amorim fará na sexta-feira à Bolívia para integrar o "grupo de países amigos" para a mediação da crise.

Os representantes de Brasil, Argentina e Colômbia, e talvez a ministra das Relaçoes Exteriores mexicana, Patricia Espinoza, poderão se reunir no dia 14 de abril no Rio de Janeiro para trocar impressões, disse Amorim em breves declarações a jornalistas.

A comissão internacional se reuniu no Palácio Quemado com o presidente Evo Morales, em um primeiro contato para se ter idéia da posição do governo em relação ao diálogo exigido por todos os setores sociais bolivianos.

Seus integrantes também se reunirão com os presidentes do Senado, o opositor Oscar Ortiz, e o da Câmara dos Deputados, o governista Edmundo Novillo, além do poderoso prefeito de Santa Cruz, Rubén Costas, que lidera a oposição.

O emissário do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, manifestou a decisão do organismo multilateral de estar a disposição da Bolívia, caso o país peça seu apoio nas negociações.

O presidente Morales pediu à Igreja Católica que estimule um diálogo com a oposição política e convidou a União Européia a participar.

A Bolívia está dividida entre um governo central, que pretende impor uma Constitução de cunho indigenista, e que é considerada ilegítima pela oposição e por seis das nove regiões, que pretendem obter autonomia econômica e política frente ao poder central.

jac/dm

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