OEA apresenta em Nova York plano contra pobreza

A Organização dos Estados Americanos (OEA) apresentou nesta terça-feira, em Nova York, um plano para implementar programas contra a pobreza na região, baseado em projetos bem-sucedidos em países como o Brasil, em uma iniciativa que contará com a decisiva cooperação dos Estados Unidos.

AFP |

A Rede Interamericana de Proteção Social foi lançada na véspera da abertura do encontro anual da Assembleia-Geral da ONU, em um ato acompanhado pela secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, e pelos presidentes da Colômbia, Alvaro Uribe, e do Chile, Michelle Bachelet.

A rede buscará promover "alternativas efetivas e eficientes para expandir o acesso - especialmente para as sociedades mais vulneráveis da região - à alimentação, saúde, educação, habitação e emprego", ressaltou a OEA em uma nota de imprensa.

A iniciativa se baseará nos programas de transferência condicionada de renda, que beneficiaram milhões de pessoas na América Latina.

Esses programas consistem em conceder uma pequena quantia em dinheiro para famílias pobres sob a condição de que cumpram certas metas de saúde e educação.

Eles surgiram no Brasil e no México em 1997 e, atualmente, estão presentes em 13 nações do continente, onde cerca de 70 milhões de pessoas passam fome e há a maior desigualdade na distribuição de renda, ressaltou a OEA.

"Este é um compromisso primordial para os Estados Unidos", ressaltou Hillary no discurso de abertura do evento. "Esta rede nos dá a oportunidade de coordenar de perto, de aprender uns com os outros, para implementar o que funcionou em outras partes", ressaltou.

No entanto, a secretária de Estado indicou que os Estados Unidos não apenas participam como um país que apoia o plano, e sim que se beneficia dos programas de transferência condicionada de renda.

Hillary citou dados do Banco Mundial, segundo os quais esses planos serviram para reduzir a pobreza em 8% no México e no Ecuador, em 5% na Jamaica e em 3% no Brasil, país onde estão mais desenvolvidos e beneficiam mais de 11,5 milhões de famílias.

Os programas de transferência condicionada de renda também foram bem-sucedidos em países como Indonésia, Moçambique e Paquistão, como informou o BID no início de setembro, quando anunciou que dedicou mais de 8 bilhões de dólares, durante 10 anos, a essas iniciativas de combate à pobreza.

du/dm/LR

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