O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, anunciou nesta sexta-feira o envio, na próxima semana, de uma delegação de ministros do Exterior a Honduras para negociar com o governo interino do país. A missão, composta por ministros de seis países, deve chegar a Tegucigalpa na terça-feira.

Entre os enviados estão os chanceleres da Argentina, Canadá, Costa Rica, Jamaica, México e República Dominicana, além do secretário-geral da OEA.

Em um comunicado divulgado pelo grupo nesta sexta-feira, os ministros afirmaram que o objetivo da visita é "restabelecer a ordem democrática".

No último dia 30, o líder do governo interino, Roberto Michelleti, afirmou que queria o início de um novo diálogo dentro do país para resolver a crise política e pediu a Oscar Arias a nomeação de um enviado especial para Honduras para "cooperar com o início de um diálogo no país".

San José

Segundo correspondentes, a OEA espera pressionar Michelleti a aceitar o Acordo de San José, proposto pelo presidente costarriquenho, Oscar Arias.

O acordo prevê o retorno do presidente deposto, Manuel Zelaya, ao poder e a formação de um governo de coalizão no país. Além disso, a proposta inclui ainda anistia para crimes políticos cometidos durante a crise no país. Segundo o acordo, as eleições presidenciais seriam antecipadas em um mês e o pleito seria realizado em 28 de outubro.

O governo interino já afirmou, no entanto, que o retorno de Zelaya à Presidência é "impossível". O presidente deposto, por sua vez, afirmou que sua volta ao poder não está em negociação.

Zelaya foi deposto e expulso de Honduras no último dia 28 de junho. A crise política eclodiu depois que Zelaya tentou fazer uma consulta pública para perguntar se os hondurenhos apoiavam suas medidas para mudar a Constituição.

A oposição era contra a proposta de Zelaya de acabar com o atual limite de apenas um mandato por presidente, o que poderia abrir caminho para uma reeleição do atual presidente deposto.

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