A Organização dos Estados Americanos, OEA, deixou sem efeito nesta quarta-feira a resolução que excluiu Cuba, em 1962, abrindo as portas para a reintegração da Ilha, segundo resolução aprovada por consenso no plenário de sua assembleia, em Honduras.

"A Resolução VI, adotada em 31 de janeiro de 1962 na oitava reunião de consulta de ministros das Relações Exteriores, através da qual o governo de Cuba foi excluído (...), fica sem efeito na Organização dos Estados Americanos", indica a resolução lida pela chanceler de Honduras e presidente da assembléia, Patricia Rodas.

"A participação de Cuba na Organização dos Estados Americanos será resultado de um processo iniciado a pedido do governo de Cuba", continua o texto, que deixa para Cuba a iniciativa para que sua reincorporação seja concretizada.

A delegação dos Estados Unidos que deu o seu apoio foi liderada pelo representante para a América Latina do Departamento de Estado, Thomas Shannon, depois que a secretária de Estado, Hillary Clinton, deixou na terça-feira Honduras para se juntar ao presidente Barack Obama em sua viagem pelo Oriente Médio.

"Removemos um impedimento histórico para a participação de Cuba (...) mas também se estabelece um processo para iniciar contatos com Cuba baseado nos princípios e práticas da OEA e no sistema interamericano", ressaltou Shannon.

O texto aprovado indica que para Cuba retornar deve seguir "as práticas, os propósitos e os princípios da OEA", que entre outros inclui a Carta Democrática da organização.

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