Ódio da população de Gaza contra Israel aumenta extremismo, diz ONU

Nações Unidas, 30 jan (EFE).- O ódio que a população de Gaza sente contra Israel após sua violenta ofensiva militar contra o Hamas provocou um aumento do extremismo, alertou hoje o diretor de operações na Faixa da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), John Ging.

EFE |

"Há mais extremistas hoje em Gaza dos que havia há algumas semanas como resultado direto do conflito, devido à falta de perspectivas de futuro" da população, disse Ging em uma conferência via satélite a partir do território palestino.

Duas semanas depois do fim dos bombardeios israelenses, o estado de espírito passou de "um sentimento dominante de dor a um de ira" que se alimenta da miséria e da ausência de esperança que envolve os 1,4 milhão de habitantes do território.

Ging alertou que a frustração sentida pelos sobreviventes do conflito aumenta de um dia para outro, ao se verem impotentes para poder reconstruir suas casas "transformadas em um montão de ruínas".

As passagens fronteiriças seguem praticamente fechadas e se transformaram em um enorme gargalo para a ajuda internacional para Gaza que começa chegar à região, observou.

Ele afirmou que, do lado israelense da fronteira, há milhares de toneladas de assistência acumuladas à espera de poder levá-las a território palestino.

Somente 100 caminhões diários entram em Gaza, o que não é suficiente para alimentar as mais de um milhão de pessoas que agora dependem da ajuda externa.

O representante da ONU também lamentou as novas restrições impostas aos materiais que podem ser enviados à Faixa, entre os quais agora se encontram as sacolas plásticas.

Ging disse que a UNRWA está à espera de uma explicação das autoridades israelenses sobre esta última proibição, atribuída a "razões de segurança", que dificultará a entrega diária de 20 mil pacotes com alimentos. EFE jju/db

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