Ocupação de índios em prédio da Funasa em SP completa 35 horas

São Paulo, 6 mai (EFE).- Um grupo de índios ocupa há mais de 35 horas a sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em São Paulo, em protesto contra a falta de atendimento médico e exigindo mais dinheiro às comunidades.

EFE |

Os indígenas, que representam 36 tribos de São Paulo, ocuparam o edifício desde a manhã de terça-feira, onde fizeram 37 funcionários reféns e exigiram a renúncia do coordenador regional da Funasa, Raze Rezek.

No final de terça-feira, Rezek concordou em renunciar, mas os índios permaneceram no prédio até que esta fosse efetiva, embora já tivessem libertado os reféns.

Em Brasília, o presidente da Funasa, Danilo Forte, rejeitou hoje analisar o pedido de renúncia "sob pressão", o qual afirmou que tem tinturas "políticas", e disse que só estudaria o ato depois que os manifestantes desocupassem as instalações.

Devido à falta de acordo, por volta de 18h, a Funasa chamou a Polícia para que desaloje o edifício.

Em nota oficial, o organismo rejeitou toda "coação" que utilize métodos "violentos", e destacou que estão sendo executados "todos os projetos" que os indígenas tinham reivindicado em reunião mantida no ano passado.

A Funasa argumentou que as comunidades de São Paulo são as que têm uma "melhor cobertura médica" de todo o país, já que o fornecimento de água potável alcança 95% da população e os índios recebem remédios periodicamente. EFE mp/db

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