OCDE destaca problemas de financiamento do ensino superior nos países-membros

Paris, 9 set (EFE) - A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) alertou hoje para os problemas que se colocam ao financiamento futuro dos estudos universitários em muitos de seus países-membros perante a crescente demanda de ensino superior. O secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, disse que esses países devem aumentar liquidamente seus recursos à educação para responder à crescente procura de estudantes que querem obter um diploma superior e de empresas que buscam jovens altamente qualificados. O caso mais preocupante é o dos países que nos últimos anos não aumentaram os recursos públicos para a universidade, e também não abriram novas vias de financiamento, explicou Gurría em entrevista coletiva de apresentação do relatório anual da organização sobre educação. Nesse grupo estão basicamente os Estados da Europa continental, entre os quais o chefe da divisão de indicadores educacionais da OCDE, Andreas Schleicher, citou Alemanha, França e Itália. O secretário da organização descreveu outros dois modelos de financiamento da universidade, o primeiro que corresponde aos países nórdicos, que apostaram em fazer investimentos públicos em massa, e deles disse que esse sistema é eficaz, funciona, em particular por seu caráter eqüitativo. Outro é o da maior parte dos países anglo-saxões da OCDE, assim como o Japão e Coréia do Sul, que optaram por abrir a porta ao financiamento privado do ensino superior. Gurría destacou qu...

EFE |

Questionado sobre os países mais eficazes no gasto com educação, Schleicher disse que a Finlândia é um modelo na Europa, Coréia do Sul na Ásia e Canadá na América.

O secretário-geral justificou as maiores necessidades financeiras da universidade por um aumento de alunos que deveria continuar no futuro tanto pela procura do mercado de trabalho de pessoal qualificado.

Além disso, a demanda aumenta pelas vantagens pessoais que se obtêm ao ter um alto nível educativo ou pela chegada de estudantes estrangeiros fruto da globalização.

Em 1995, 37% dos jovens em idade de estudar iam à universidade nos 30 Estados da OCDE, enquanto atualmente o percentual subiu para 57%. EFE ac/db

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