Öcalan proporá plano para desarmamento do PKK, dizem deputados

Istambul, 10 ago (EFE).- O líder curdo Abdullah Öcalan, atualmente detido na ilha prisão de Imrali, estabelecerá um plano para que o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) deixe as armas, através do mapa de caminho que proporá nos próximos dias, afirmaram dois deputados curdos em diferentes entrevistas publicadas hoje pela imprensa turca.

EFE |

Nos últimos meses, aumentou na Turquia a esperança de uma solução dialogada para o conflito curdo que, desde 1984, causou mais de 40 mil mortes na guerra não declarada entre as forças turcas e o PKK, grupo considerado terrorista pelos Estados Unidos e a União Europeia (UE).

Em declarações ao jornal liberal "Taraf", Gültan Kisanak, deputada do Partido da Sociedade Democrática (DTP, nacionalista curdo), disse que Öcalan não pode pedir que o PKK deixe as armas diretamente, mas estabelecerá "um processo a curto, médio e longo prazo de abandono das armas".

"A realidade é que há uma relação enquanto a concessão de direitos democráticos e cumprimento de exigências dos curdos, e que o PKK deixe as armas", disse Kisanak.

Selahattin Demirtas, vice-presidente do grupo parlamentar curdo (com 21 cadeiras), disse ao jornal "Milliyet" que o objetivo do plano de paz não deve ser "liquidar o PKK, mas que abandone as armas e se integre na política democrática".

Também exigiu o desarmamento das milícias paramilitares curdas leais a Ancara e utilizadas na luta contra o PKK, e que todos os grupos étnicos da Turquia possam receber educação em sua língua materna.

Desde que, em maio, o presidente turco, Abdullah Gül, disse que o país tem "uma oportunidade histórica" para resolver a questão curda, os debates ocorrem na Turquia, e se espera com expectativa as propostas da organização armada curda e as do Governo de Ancara.

Hoje mesmo, o Governo turco tratará como ponto mais importante de seu conselho de ministros semanal a redação de um plano para solucionar o conflito curdo, e avisou que o ministro do interior se reunirá com os líderes dos partidos de oposição para obter seu apoio. EFE Amu/an

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