Observadores europeus na Geórgia negam ter entrado na Abkházia

Moscou, 17 nov (EFE).- O chefe da Missão de Observadores da União Européia (Eumm, em inglês) na Geórgia, Hansjörg Haber, negou hoje que estes penetraram no território da região separatista da Abkházia.

EFE |

"Essas afirmações não correspondem à realidade. Nossos observadores não cruzaram a linha administrativa" com a Abkházia, assinalou Haber, citado pela agência russa "Interfax".

O diplomata alemão também disse que é "inaceitável disparar contra observadores desarmados", encarregados desde 10 de outubro de garantir a segurança na faixa que separa as regiões da Abkházia e da Ossétia do Sul do território georgiano administrado por Tbilisi.

O representante do presidente da Abkházia, Serguei Bagapsh, em Gali, Ruslan Kishmaria, afirmou hoje que os observadores europeus entraram na região separatista no sábado acompanhado de um grupo de georgianos, por isso foram recebidos a tiros.

Segundo fontes da Abkházia, "um dos georgianos morreu e outros dois ficaram feridos" no incidente.

A Abkházia denunciou várias tentativas subversivas por parte de Tbilisi desde o conflito bélico na Ossétia do Sul, em agosto.

Tanto a Abkházia quanto a Ossétia do Sul acusam os observadores de inoperância antes dos repetidos incidentes protagonizados por unidades militares georgianas.

A União Européia (UE) também deseja mandar observadores à Abkházia e à Ossétia do Sul, mas os presidentes das duas regiões se negam a permitir acesso à Eumm.

Por outro lado, o Parlamento da Abkházia aprovou hoje a concessão ao Ministério da Defesa da Rússia de território no distrito de Gudauta para receber tropas russas.

Em setembro, o ministro da Defesa russo, Anatoli Serdyukov, anunciou o acordo com a Abkházia e a Ossétia do Sul sobre o local onde ficariam 3.800 soldados russos em cada uma das regiões separatistas.

O ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov, ressaltou que as tropas russas permanecerão na Abkházia e na Ossétia do Sul durante um longo período de tempo a fim de garantir a segurança da população das duas regiões.

No dia 13 de outubro, o general Vladimir Komoedov, deputado da Duma (câmara baixa russa), anunciou que seu país planeja instalar parte da frota do Mar Negro na Abkházia, no porto de Ochamchira.

Em princípio, a frota russa do Mar Negro deve deixar sua atual base, no porto ucraniano de Sebastopol, na península da Criméia, em 2017, quando expira o contrato de arrendamento assinado por Moscou e Kiev em 1996.

O porto de Ochamchira, assim como o aeroporto de Gudauta, são instalações militares da época da antiga União Soviética. EFE egw/wr/jp

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