Observadores europeus criticam expulsão de eurodeputado na Venezuela

Caracas, 14 fev (EFE).- Os eurodeputados do Grupo Popular Europeu que viajaram para a Venezuela para observar o referendo de domingo criticaram hoje a expulsão de seu colega Luis Herrero por parte do Governo do presidente Hugo Chávez, e consideraram que seus direitos individuais foram violados.

EFE |

Em entrevista coletiva em Caracas, o eurodeputado do Partido Popular (PP) espanhol Carlos Iturgáiz afirmou que "o Governo venezuelano violou os direitos individuais" de Herrero e o privou de seu "direito de expressão, de movimentação e de comunicação".

Acompanhado dos eurodeputados espanhóis Pilar Ayuso e Javier Pomés e pelo português Sergio Marquez, Iturgáiz ressaltou que a expulsão de Herrero e a maneira como aconteceu "dão o que pensar sobre as garantias individuais" na Venezuela.

O eurodeputado confirmou que a delegação do Grupo Popular Europeu deve permanecer até segunda-feira em Caracas, e ressaltou que ainda aguarda as credenciais que serão concedidas pelo Poder Eleitoral venezuelano para poder observar o referendo de domingo sobre a reeleição ilimitada.

O eurodeputado espanhol destacou que as credenciais sempre foram entregues no último momento, e que esperarão os documentos até as 5h29 (hora local), meia hora antes da abertura oficial dos centros eleitorais, às 6h (7h30 de Brasília).

Ele qualificou o episódio como sendo de "extrema gravidade", e lembrou que Herrero tem imunidade em sua qualidade de deputado, que só seria suspensa em caso de flagrante delito.

Herrero foi expulso nesta madrugada pelo Governo venezuelano, após um pedido do Poder Eleitoral, que alegou supostas declarações do eurodeputado contra o organismo e o processo eleitoral, e foi levado imediatamente ao aeroporto, onde foi embarcado em um voo com destino a São Paulo. EFE eb/db

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