Observadores denunciam fraudes em eleições no Afeganistão

Observadores eleitorais independentes no Afeganistão afirmam que houve fraudes eleitorais generalizadas, violência e intimidação na eleição presidencial de quinta-feira. Segundo a Fundação Eleitoral para um Afeganistão Livre e Justo, procedimentos irregulares como a deposição de várias cédulas de voto por um único eleitor, ameaças e intimidação de eleitores analfabetos ocorreram em larga escala em várias partes do país.

BBC Brasil |

O relatório preliminar da fundação, que enviou cerca de sete mil observadores para várias partes do Afeganistão, questiona a legitimidade do pleito, mas afirma que ainda é muito cedo para emitir um parecer conclusivo.

Observadores europeus presentes no país reconheceram que houve "violência generalizada e intimidação", mas qualificaram o processo eleitoral de "bom e justo" e parabenizaram os afegãos pela organização da eleição, considerada uma "vitória".

Autoridades eleitorais estimam que o comparecimento às urnas foi de 40% a 50%, o que, se confirmado, ficará bem abaixo dos 70% registrados nas eleições de 2004.

Os primeiros resultados da eleição devem ser divulgados na terça-feira, mas os dois principais candidatos, o presidente Hamid Karzai e o candidato de oposição Abdullah Abdullah, alegam ter vencido o pleito. O resultado final deve ser divulgado em setembro.

Ambos afirmaram que não vão incitar protestos de rua caso percam a disputa.

Pesquisas de opinião realizadas antes das eleições indicavam que Karzai estava à frente de seu maior rival. Se nenhum dos candidatos obtiver 50% dos votos, a disputa será decidida no segundo turno, em outubro.


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