Obras de arte são distribuídas de graça em Londres

Amantes da arte fizeram fila noite adentro no último fim de semana, em Londres, para tentar ganhar, de graça, obras feitas por artistas britânicos contemporâneos de renome. As peças, cujo valor conjunto superava US$ 170 mil, foram distribuídas na Free Art Fair (Feira de Arte Gratuita, em tradução livre), na região conhecida como Portman Village, no centro de Londres.

BBC Brasil |

Os esperançosos acamparam no local para tentar levar de presente obras de artistas como Gavin Turk, Chantal Joffe, Bob e Roberta Smith, Bruce McLean e Stella Vine.

O fundador da Free Art Fair, que teve sua primeira edição realizada no ano passado, é Jasper Joffe. "Isso dá a qualquer pessoa a chance de possuir uma obra de arte séria", diz Joffe.

Ao todo, 50 artistas participaram da exposição, que durou uma semana. No domingo, último dia da feira, todas as obras foram distribuídas de graça aos pretendentes, por ordem de chegada.

Joffe afirma que a idéia é oferecer um antídoto para a excitação em torno da recente venda, pelo aritista britânico Damien Hirst, de um conjunto de obras pelo valor recorde de US$ 192 milhões.

Mistura
A peça oferecida por Paul Harris, um dos artistas participantes, foi um pedaço de papel que, segundo o artista, teria sido tocado pelo multimilionário Hirst.

"Temos uma mistura de artistas conhecidos e nomes que estão despontando, e muitos fizeram peças especificamente para essa exposição", afirmou o fundador da feira à BBC.

"Queremos que as pessoas valorizem (as peças) porque realmente gostam das obras e não porque valem um monte de dinheiro", acrescentou. "Mas algumas das mais valiosas estão avaliadas entre US$ 17 mil e US$ 25 mil."
"Estamos dando de graça uma pintura com cinco metros de largura de James Jessop cujo preço de mercado é US$ 25 mil", disse Joffe.

"Queremos que as pessoas pensem em arte não apenas em termos de o que ela vale e de quem a compra, mas queremos que as pessoas pensem que qualquer um pode ser um colecionador de arte e que elas deveriam, na verdade, amar a obra e querer viver com ela, e não apenas vê-la como um investimento."
Coincidência ou não, o site da Free Art Fair (www.freeartfair.com), ficou fora do ar por boa parte do tempo nesta segunda-feira.

Na página, um texto dizia que a cota de banda larga poderia ter sido excedida, ou o dono do site não teria pagado as taxas necessárias.

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