Obras de arte dos Bric vão à leilão em Londres

Obras de arte contemporânea de Brasil, Rússia, Índia e China, que formam o grupo de países emergentes conhecido como Bric, serão leiloadas a partir desta sexta-feira em uma das mais famosas galerias de arte de Londres, a Saatchi Gallery. Nos últimos anos, os Brics - termo que foi cunhado em 2001 pelo economista Jim ONeill pelo banco de investimentos Goldman Sachs - vêm ganhando destaque pela sua crescente importância no panorama político, econômico e diplomático internacional.

BBC Brasil |

Na semana passada, os líderes dos quatro países reuniram-se em Brasília para o segundo encontro de cúpula do grupo.

No entanto, é pouco comum ver os Brics agrupados em um evento como um leilão de arte contemporânea. Mais de 450 obras dos quatro países serão leiloadas pela casa Phillips de Pury.

Entre as obras brasileiras leiloadas estão Mauria, Esmeraldo, Pomela, Nascimento, Valdelios e Amildala, dos gêmeos Otavio e Gustavo Pandolfo (que assinam como Os Gêmeos), Bicho, de Lygia Clark, e uma obra sem título de Hélio Oiticica.

A expectativa da casa é de que a obra de Lygia Clark venha a ser arrematada por até 220 mil libras (quase R$ 600 mil). A obra de Hélio Oiticica está estimada em até 80 mil libras (cerca de R$ 215 mil).

Há trabalhos também dos russos Erik Bulatov, Alexander Kosolapov e Grisha Bruskin, dos indianos Subodh Gupta e Jitish Kallat, e dos chineses Zhang Xiaogang, Wang Guangyi e Xiang Jing.

A casa de leilões Phillips de Pury, que pertence a empresários russos, acredita que há grande interesse no mundo da arte pela produção artística nesses países.

É o caso de obras de artistas badalados como o indiano Sunodh Gupta ou o chinês Ai Weiwei, que ajudou a projetar o Estádio Ninho de Pássaro, usado nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Além da obra de artistas renomados, outras estão sendo leiloadas como apostas da Phillips de Pury, e devem sair por apenas alguns milhares de libras.

O especialista em arte asiática da casa de leilão, Chin Chin Yap, afirma que as obras são interessantes pelo seu valor artístico, e não estão sendo produzidas especialmente para agradar colecionadores ricos da Europa e dos Estados Unidos.

"Os artistas definitivamente têm alguma orientação comercial, mas eu não acho que seja voltada especificamente para colecionadores ocidentais", afirma o especialista.

"Se ela é orientada para qualquer coisa, provavelmente é para colecionadores asiáticos, porque eles são os que têm poder de compra real hoje em dia e provavelmente das obras mais badaladas acabarão nas mãos de colecionadores asiáticos. É isso que eu acho que acontecerá no leilão."
O leilão das obras dos Bric será realizado na galeria Saatchi, em Londres, na sexta-feira e no sábado.

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