Obesidade na gravidez aumenta risco de má-formação congênita

A obesidade durante a gravidez pode aumentar o risco de algumas más-formações congênitas, de acordo com uma análise de vários estudos publicada nesta terça-feira no Journal of the American Medical Association (Jama).

AFP |

As más-formações congênitas mais relacionadas à obesidade da mãe são a mielodistrofia, uma malformação da coluna vertebral e uma anomalia do tubo medular, ou neural, no sistema nervoso central. Os autores ressaltam, contudo, que o crescimento de riscos em termos absolutos é, provavelmente, limitado.

"Para as mulheres que eram obesas no início da gravidez, essa análise mostra um aumento significativo de má-formação do tubo neural e de anomalia da coluna vertebral no feto", escrevem os pesquisadores da Universidade Newcastle (Grã-Bretanha).

Eles também citam um risco grande de anomalias cardiovasculares, ou de lábio leporino, entre outros.

Levando-se em conta os Índices de Massa Corporal (IMC, divisão do peso pelo quadrado da altura) da população feminina durante o período analisado, os pesquisadores avaliaram o risco absoluto dos perigos de anomalia do tubo neural, ou de um defeito cardíaco em 0,47% a cada 1.000 nascimentos em mulheres com um peso normal e 0,61% a cada 1.000 nascimentos em mulheres obesas.

Essas estatísticas "são" preocupantes, dado o aumento contínuo da obesidade em vários países", afirmam os autores.

Nos Estados Unidos, um terço das mulheres de mais de 15 anos é de composto de obesas com um IMC de mais de 30, segundo um estudo realizado em 2004.

js/tt

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