Obesidade custa às empresas americanas US$ 45 bilhões ao ano

Washington, 10 abr (EFE) - Os funcionários obesos custam às empresas privadas dos Estados Unidos US$ 45 bilhões ao ano em gastos médicos e menos produtividade, segundo um estudo do centro de pesquisa Conference Board.

EFE |

A taxa de obesidade nos EUA dobrou nos últimos 30 anos e esses "quilos a mais" pesam na conta de despesas das companhias privadas.

O estudo divulgado hoje indica que atualmente 34% dos americanos adultos são obesos.

A obesidade está associada com um crescimento de 36% em gastos de atendimento médico, o que representa um percentual maior que os custos derivados de fumantes ou de alcoólatras, indica o trabalho.

Nos Estados Unidos, mais de 40% das empresas dispõem de programas para tratar da obesidade de seus funcionários e 24% têm a intenção de colocá-los em prática em 2008.

O rendimento de capital por cada dólar investido em programas de saúde pelas empresas se situa entre US$ 0 e US$ 5, de acordo com o estudo.

"Os problemas de saúde derivados da obesidade de empregados custam às empresas bilhões de dólares por ano em cobertura médica e ausentismo", disse a co-autora do estudo, Linda Barrington.

"Por isso, devem prestar atenção ao peso de seus trabalhadores para o bem da companhia e para os próprios empregados e a sociedade", acrescenta.

O estudo recomenda ainda às empresas que analisem os riscos entre ajudar os empregados a perder peso e não agir, pois "é evidente que à em medida que engordam, os salários caem".

"Os empresários devem prestar especial atenção a que não haja qualquer tipo de discriminação contra o empregado obeso antes de intervir pelo bem do trabalhador, quanto também da empresa", afirma Barrington.

O trabalho aconselha também as empresas a envolverem seus funcionários nos programas de saúde em vez de impor-lhes uma medida "de cima para baixo".

O relatório não calculou os custos que representam a cirurgia bariátrica (de redução de estômago) para as empresas, intervenção à qual podem optar 9% dos trabalhadores, segundo o Conference Board.

No entanto, se refere a outras análises que afirmam que o custo da operação é tão alto que as firmas "provavelmente" não podem recuperar o investimento antes que o empregado troque de emprego.

EFE cae/db

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