Obama volta de férias de olho no terrorismo, Afeganistão e Iêmen

Washington, 3 jan (EFE).- O presidente Barack Obama retornará amanhã a Washington com uma agenda que inclui a revisão das medidas contra o terrorismo, o enfoque de uma campanha mais intensa no Iêmen e a guerra no Afeganistão.

EFE |

Na companhia da mulher, Michelle, e das duas filhas, Obama finaliza hoje suas férias no Havaí, durante as quais um jovem nigeriano, que segundo as autoridades americanas carregava explosivos, tentou destruir um avião em que viajavam quase 300 pessoas no dia do Natal.

Depois de prometer que seu Governo não descansará até capturar os envolvidos no atentado fracassado, Obama convocou para esta terça-feira, na Sala de Situação da Casa Branca, os principais assessores, incluindo os responsáveis de Defesa, Justiça e Segurança Nacional, para determinar as falhas que permitiram a viagem do suposto terrorista.

Além disso, o líder discutirá a situação no Afeganistão após um ataque na quarta-feira passada no qual morreram sete funcionários da CIA (agência de inteligência americana), que coordenavam as operações clandestinas contra os talibãs e Al Qaeda na fronteira do Afeganistão com o Paquistão.

John Brennan, um assessor de Segurança Nacional a quem Obama responsabilizou por uma revisão das medidas de vigilância, disse que não havia indícios claros do plano no qual esteve envolvido o nigeriano Farouk Umar Abdulmutallab.

Durante sua apresentação em diferentes programas da televisão, Brennan disse que "há indícios que Al Qaeda planejou um ataque contra um alvo em Sana".

As embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido suspenderam hoje suas atividades na capital do Iêmen, país onde segundo Obama teria sido planejada a operação na qual supostamente esteve envolvido Abdulmutallab.

Por sua vez, o diretor do Centro Nacional contra o Terrorismo, Michael Leiter, afirmou em uma declaração escrita que "sabe com certeza absoluta que a Al Qaeda e outros grupos tratam de melhorar seus métodos e buscam novas maneiras para atacar os Estados Unidos".

Brennan admitiu uma série de falhas e erros no trabalho das agências de espionagem, inteligência e vigilância que permitiram Abdulmutallab subir com explosivos em um voo entre Amsterdã e Detroit.

As falhas alimentaram o debate político em Washington e também, a isto, deverá responder o presidente Obama, quem fechou o ano como o homem mais admirado pelos americanos, mas com um índice de popularidade que caiu dos 65%, quando chegou à Casa Branca, para 50% no final de dezembro.

O diretor-executivo do Comitê Nacional Republicano do Senado, Rob Jesmer, disse em mensagem aos membros do partido que "o país esteve a ponto que (os terroristas) destruíssem outro avião comercial em voo, se não tivesse sido pela falha de um detonador".

O chefe da maioria republicana no Senado, John Boehner, de Ohio, criticou o Governo de Obama pela "importação de terroristas perigosos as nossas comunidades".

A "importação" à qual se referiu Boehner é outra das controvérsias às quais retorna nesta semana Obama. O presidente ordenou a compra de uma prisão de segurança máxima em Illinois para alojar alguns dos suspeitos de terrorismo detidos na base naval americana em Guantánamo, em Cuba.

Obama prometeu durante sua campanha eleitoral em 2008 fechar a prisão, mas desde então tem encontrado dificuldades para transferir alguns detidos a outros países, e para julgá-los em tribunais civis dos Estados Unidos. EFE jab/dm

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