Nações Unidas, 23 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou hoje uma dura advertência ao Irã e à Coreia do Norte, que, segundo disse, ameaçam o mundo e poderão sofrer retaliações.

Em seu primeiro discurso como chefe de Estado na Assembleia Geral da ONU, Obama voltou a dizer que está aberto a um diálogo diplomático com ambos os países, desde que estes "respeitem suas obrigações".

Porém, ressaltou o presidente americano, se ambos os Governos optarem por ignorar seus compromissos internacionais e "priorizarem o desenvolvimento de armas nucleares à estabilidade regional e à segurança de seus próprios povos", "terão que prestar contas".

"O mundo deve permanecer unido para mostrar que o direito internacional não é uma promessa vazia e que os tratados precisam ser respeitados", acrescentou.

Em um mundo em que inspeções nucleares são evitadas e as exigências da ONU, ignoradas, a segurança das pessoas e dos países estaria em perigo, frisou Obama.

Com suas atividades, "os Governos da Coreia do Norte e do Irã ameaçam" levar o mundo ladeira abaixo.

Ao Irã, o presidente disse que o país precisa responder logo à oferta de diálogo apresentada, já que sua paciência "não é ilimitada".

Caso Teerã não aceite se sentar à mesa para negociar seu programa nuclear, o Governo americano deverá buscar a imposição de sanções mais duras sobre a República Islâmica.

Ainda hoje, os ministros de Assuntos Exteriores de EUA, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha, que negociam com o Irã, devem se reunir paralelamente à Assembleia Geral da ONU.

Até o momento, China e Rússia se mostraram reticentes a um reforço das sanções contra o Irã.

Obama se reuniu ontem com o presidente da China, Hu Jintao, e deve fazer o mesmo hoje com o chefe de Estado russo, Dmitri Medvedev. Em pauta, estará o programa nuclear iraniano, entre outros assuntos. EFE mv/sc

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