Obama volta a pedir aprovação de pacote

Washington, 11 fev (EFE).- O presidente de EUA, Barack Obama, reiterou hoje seu pedido ao Congresso para aprovar o mais rápido possível o plano de estímulo econômico, que considerou urgente e imprescindível.

EFE |

Obama, que desenvolve uma intensa campanha para promover o plano, de US$ 838 bilhões, visitou nesta quarta-feira obras em Springfield, na Virgínia, acompanhado pelo governador desse estado, Tim Kaine.

Em um breve discurso, o presidente americano, para quem a medida permitirá que se crie ou se salve entre 3 milhões e 4 milhões de postos de trabalho em todo o país, afirmou que somente na Virgínia 100 empregos poderiam ser criados ou salvos.

O plano, que recebeu na segunda-feira o sinal verde do Senado, deve agora ser compatibilizado com a versão correspondente da Câmara de Representantes (Deputados).

Obama tenta fazer com que o projeto de lei esteja pronto para que ele o assine antes da segunda-feira.

Aproximadamente US$ 500 bilhões do projeto se destinarão a projetos de infraestrutura, energia e educação, entre outros setores.

A minoria republicana critica muitas destas despesas, por considerar que farão pouco para criar emprego e que só servirão para aumentar o déficit fiscal.

Obama defendeu a necessidade de investir em infraestrutura ao lembrar da ruptura dos diques em Nova Orleans, na passagem do furacão "Katrina", em 2005, e do desabamento de uma ponte em uma estrada de Minneapolis, em plena hora do rush, em 2007.

O presidente americano também defendeu que o plano de estímulo criará empregos, citando o diretor-executivo da empresa de veículos industriais Caterpillar, que, segundo ele, afirmou que cancelará parte das demissões que anunciara recentemente caso a medida seja aprovada.

Democratas e republicanos nas duas Câmaras do Congresso começaram hoje as negociações para aprovar a lei definitiva.

Alguns legisladores democratas e republicanos indicaram que querem que a versão definitiva tenha um custo mais reduzido do que os US$ 838 bilhões aprovados pelo Senado ou os US$ 819 bilhões da versão da Câmara de Representantes.

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