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Obama volta a liderar as pesquisas de opinião

Distanciado por seu adversário John McCain desde o fim da convenção republicana, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, voltou a liderar as pesquisas de opinião, de acordo com várias pesquisas publicadas nesta quinta-feira, num momento em que os Estados Unidos são abalados por uma grave crise financeira.

AFP |

Segundo uma pesquisa New York Times/CBS News, Obama tem cinco pontos de vantagem sobre McCain (48% contra 43%). Já um estudo realizado pela Universidade Quinnipiac aponta uma vantagem de quatro pontos para o senador de Illinois.

Nos dois casos, a diferença, que continua pequena, é superior à margem de erro.

Obama também reassumiu a liderança da pesquisa diária do Instituto Gallup (47% contra 45% para McCain).

Outra sondagem publicada nesta quinta-feira pelo Indianapolis Star coloca Obama na liderança (47% contra 44% para McCain) no estado-chave de Indiana (norte dos EUA). Nenhum democrata ganhou este estado desde 1964.

Os partidários de Obama estão tentando incentivar as pessoas a se inscreverem nas listas eleitorais em vários estados considerados cruciais. Segundo Todd Rokita, secretário de Estado de Indiana, mais de 500.000 novos eleitores se inscreveram nas listas deste estado de menos de seis milhões de habitantes desde o início deste ano. Em Nevada (oeste dos EUA), outro estado-chave, há 400.000 novos eleitores em relação a 2004.

As pesquisas publicadas nesta quinta-feira levantam dúvidas sobre os benefícios reais do chamado "efeito Palin".

De acordo com o estudo NYT/CBS News, este efeito não é sentido fora da base republicana. Ao contrário, McCain teria até perdido apoio entre as mulheres brancas.

Antes das convenções, o senador de Arizona tinha 44% das intenções de voto entre as mulheres brancas, contra 37% para seu adversário. Agora, segundo esta pesquisa, Obama tem dois pontos de vantagem sobre McCain entre as mulheres brancas (47% contra 45%).

De um modo geral, Obama tem uma ampla vantagem sobre McCain no eleitorado feminino (54% contra 38%).

As competências da candidata à vice de McCain, Sarah Palin, são seriamente questionadas. Apenas 17% das pessoas entrevistadas por NYT/CBS News consideram a governadora do Alasca qualificada para o cargo, e 75% pensam que McCain a escolheu com fins meramente eleitoreiros, para "ajudá-lo a ganhar".

A crise financeira também parece ter empurrado os eleitores americanos para o candidato democrata.

Segundo a pesquisa Quinnipiac, 51% dos eleitores consideram que as reduções de impostos sugeridas pelo senador de Arizona beneficiarão somente aos mais ricos, enquanto 9% acreditam que elas ajudarão a classe média e apenas 1% dizem que elas favorecerão os mais pobres.

Ao contrário, somente 9% dos americanos entrevistados acreditam que o programa fiscal de Obama ajudará os ricos, 33% afirmam que ele favorecerá a classe média e 22% consideram que ele será benéfico para os pobres.

A pesquisa Quinnipiac foi realizada de 11 a 16 de setembro, e o estudo NYT/CBS News de 12 a 16 de setembro, no início da crise bancária.

Entretanto, nem tudo é positivo para Obama. McCain, veterano da guerra do Vietnã, ainda é considerado pela maioria dos americanos um comandante-em-chefe mais confiável que seu adversário.

Além disso, os apelos à unidade lançados durante a convenção democrata ainda não foram ouvidos por todos os eleitores. De acordo com a pesquisa da Universidade Quinnipiac, 25% da pessoas que votaram em Hillary Clinton durante as primárias democratas continuam querendo votar em John McCain na eleição presidencial de 4 de novembro.

aje/yw/fp

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