Washington, 12 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez hoje um novo apelo para que a reforma do sistema de saúde seja aprovada e os contrários à iniciativa deixem de lado seus interesses pessoais e políticos.

"Já tivemos um debate longo e importante. Mas agora é hora de agir", disse no programa de rádio que faz aos sábados.

Obama, que na quarta-feira discursou no Congresso sobre o projeto, disse que a falta de uma reforma no sistema, além de piorar a situação da saúde, terá um impacto econômico e social considerável.

Cada dia sem essa reforma representa um aumento "no número de americanos que perdem seu atendimento médico, seus negócios e suas casas", destacou o presidente.

"Por isso, devemos colocar o país à frente do partido, os interesses das crianças acima dos pessoais; rejeitar a política na qual marcar pontos é mais importante que resolver problemas. E se você, como eu, acredita que os EUA ainda são capazes de fazer grandes coisas, junte-se a nós. Dê sua ajuda", pediu Obama.

Ao começar a falar sobre o tema, o presidente se referiu à importância e à urgência de uma reforma no sistema de saúde, que viu o custo do atendimento médico e o preço dos planos de saúde subir vertiginosamente.

Segundo cálculos citados pelo próprio chefe de Estado, há quase 50 milhões de pessoas sem nenhuma cobertura médica no país.

"Nos últimos 12 meses, quase seis milhões de americanos perderam seu plano de saúde. Isto são 17.000 homens e mulheres a cada dia.

Não estamos falando só de gente pobre. Estamos falando de americanos de classe média. Em outras palavras, pode acontecer com qualquer um", disse.

Obama também citou um relatório do Departamento do Tesouro. O documento diz que cerca de metade dos americanos com menos de 65 anos pode perder seu seguro médico nos próximos dez anos.

"Se você hoje tem menos de 21 anos, é possível que em algum momento fiquem sem seguro", frisou.

Ainda segundo o presidente, ao contrário do que dizem os setores contrários ao projeto, a reforma não aumentará o déficit do país.

"Este plano se pagará sozinho. A classe média conseguirá mais segurança, não mais impostos", afirmou. EFE ojl/sc

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