Washington, 6 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniu hoje com parentes de vítimas de atentados para explicar que o fechamento da prisão da base naval de Guantánamo, em Cuba, tornará mais seguro o país, disse a Casa Branca.

Obama se reuniu durante uma hora com cerca de 40 familiares das vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e do ataque contra o porta-aviões "USS Cole", em 2000, no que classificou como sendo "apenas o começo de um diálogo".

"O presidente deixou claro que sua maior responsabilidade é resguardar a segurança do povo americano. Explicou por que acha que o fechamento de Guantánamo tornará nossa nação mais segura" e ajudará no julgamento dos detidos, disse a Casa Branca num comunicado.

Obama quer que os responsáveis pelos atentados a alvos americanos sejam levados à Justiça de maneira "rápida e certeira" com base num marco legal "durável" que ajude os EUA a combater o terrorismo com mais eficácia no mundo todo, acrescenta a nota.

Durante a reunião, o presidente respondeu a perguntas de 16 dos familiares que participavam do encontro e lhes assegurou que, com a ajuda de sua equipe, pretende dar continuidade ao diálogo.

"As perguntas refletiram uma ampla gama de pontos de vista, e a discussão foi altamente substancial, detalhada e, às vezes, emotiva", disse a Casa Branca.

Muitas famílias de vítimas de atentados terroristas, sobretudo as do destróier "USS Cole", no qual morreram 17 marines, não receberam com muita alegria o pedido de Obama para que os processos dos detidos em Guantánamo fossem congelados por quatro meses, já que a medida tende a atrasar ainda mais os julgamentos.

A reunião do chefe de Estado com os parentes das vítimas de atentados aconteceu um dia depois de a juíza Susan Crawford, a encarregada de supervisionar as juntas militares em Guantánamo, ter retirado as acusações de terrorismo contra o saudita Abd al-Rahim al-Nashiri, acusado de organizar e dirigir o ataque suicida contra o "USS Cole".

Perguntado sobre como os EUA pretendem acelerar os julgamentos com sua recente decisão de paralisar os processos contra os suspeitos de terrorismo, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, respondeu que o presidente acha que o melhor caminho para obter a justiça que ele e as famílias buscam passa pela resolução tomada pela juíza Crawford. EFE cai/sc

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