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Obama vive experiência emocionante em visita a forte de escravos em Gana

Acra, 11 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ter vivido uma experiência emocionante em sua visita ao forte de Cape Coast, a 160 quilômetros ao oeste de Acra, capital de Gana, uma das várias construções utilizadas pelos colonos como centro de tráfico de escravos.

EFE |

"Como afro-americano, este é um lugar que transmite muita tristeza, mas também é o lugar onde começa nossa história", afirmou Obama, após uma visita privada ao forte, acompanhado por suas duas filhas, Malia e Sasha, sua mulher, Michelle, e sua sogra, Marian Robinson.

O líder americano destacou que "a história nos ensina que, não importa a dor que isso possa resultar, mas devemos lutar contra o mal que ainda existe na África e no resto do mundo".

Segundo Obama, esta visita foi especialmente significativa para suas duas filhas, que estão começando a conhecer a história de seus antepassados e a opressão que sofreram.

O presidente, que relatou que um dos detalhes que mais chamaram sua atenção foi que um dos calabouços onde aos escravos ficavam presos estava situado debaixo de uma capela, agradeceu o Governo de Gana por seus esforços para preservar este tipo de monumento e elogiou os políticos que aboliram a escravidão.

O Forte de Cape Coast, declarado Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), é um dos pontos turísticos que impressionam os visitantes, especialmente os negros americanos, descendentes de escravos em sua maioria.

O forte data de 1653 e foi construído pela Companhia Africana Suíça para o comércio de madeira e ouro.

Posteriormente, após várias guerras, foi ocupado por diversas nações imperialistas e utilizado como um forte onde os escravos eram retidos e depois transferidos para as américas.

Horas antes de sua visita ao forte de Cape Coast, Obama fez um discurso diante dos parlamentares ganeses, no qual ressaltou "o papel fundamental da África em um mundo interconectado".

O presidente americano elogiou o progresso de Gana, um país que, segundo ele, "mostra uma cara da África que em muitas ocasiões é ignorada por um mundo, que só vê as tragédias ou a necessidade de caridade".

Obama, de descendência queniana, surpreendeu o mundo ao anunciar que sua primeira visita oficial à África Subsaariana seria a Gana, e não ao Quênia, como se esperava, uma decisão baseada, segundo o Governo dos EUA, em seu desejo de premiar o país por sua estabilidade democrática dos últimos anos. EFE ma/pd

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