Obama vai propor a sua primeira venda de armas a Taiwan

Por Jim Wolf e Paul Eckert WASHINGTON (Reuters) - O governo de Barack Obama deve notificar nesta sexta-feira o Congresso dos Estados Unidos sobre sua primeira proposta de venda de armas a Taiwan, um pacote de 6 bilhões de dólares que deve conturbar as relações com a China.

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Autoridades disseram que a Agência de Cooperação de Segurança do Departamento de Defesa proporá a venda de helicópteros Taiwan UH-60 Black Hawk, de sistemas antimísseis Patriot "Capacidade Avançada" (ou PAC-3) e de um sistema de comando e controle.

Taiwan tem um governo independente e democrático, mas a China considera que se trata de uma província rebelde a ser reunificada, se necessário pela força.

Os Estados Unidos, principais fornecedores de armas aos taiwaneses, se comprometeram desde 1979 em ajudar a defesa da ilha.

Membros do governo devem realizar uma teleconferência às 17h05 (hora de Brasília) para explicar questões sobre a segurança no Extremo Oriente, informou o gabinete de imprensa do Departamento de Estado, sem vincular isso à venda de armas para Taiwan.

O anúncio sobre as armas deve contribuir com um 2010 que se prenuncia turbulento nas relações sino-americanas, já abaladas por questões de comércio, dos ataques digitais ao Google, da repressão no Tibete e de direitos humanos.

As relações econômicas -- ainda o principal vínculo entre as duas potências -- estão abaladas por aquilo que muitos nos EUA chamam de políticas "mercantilistas" de Pequim, destinadas a estimular artificialmente suas exportações.

Pequim, por sua vez, contesta decisões do governo Obama para impor tarifas a pneus e produtos siderúrgicos chineses. A imprensa estatal chinesa tem condenado o Google por sua ameaça de deixar a China depois dos ataques de hackers que sofreu no país e também devido à censura governamental.

A China costuma reagir com termos duros às vendas de armas dos EUA para Taiwan, e também com a suspensão das relações militares - contatos que Washington deseja para construir um clima de confiança e evitar confrontos acidentais.

Em outubro de 2008, a China suspendeu seus contatos militares com os EUA quando o então presidente George W. Bush notificou o Congresso sobre o plano de vender a Taiwan, após muitos atrasos, um pacote bélico de 6,4 bilhões de dólares.

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