Os assessores do presidente eleito, Barack Obama, anunciaram nesta terça-feira regras que limitam o papel de lobistas e de grupos de pressão, para tornar a transição mais aberta e transparente possível até a posse, em 20 de janeiro.

Obama e seu adversário republicano, John McCain, se declararam contra os lobistas durante a campanha eleitoral, acusando-os de influenciar legisladores e alimentar uma cultura de corrupção em Washington.

"O presidente eleito, Barack Obama, prometeu mudar o modo como se trabalha em Washington e deter a influência dos lobistas", disse à imprensa John Podesta, que dirige a equipe de transição.

"Durante a campanha, os lobistas não puderam contribuir ou arrecadar fundos", lembrou Podesta, destacando que "hoje o presidente eleito está levando este compromisso além do previsto nas regras mais estritas e éticas de qualquer outra equipe de transição da história" dos EUA.

As regras determinam que os lobistas não poderão contribuir para a transição com doações; que quem trabalhar na transição e se tornar lobista não poderá se aproximar, por um ano, da área do futuro governo para a qual contribuiu; e que quem integrou um grupo de lobistas nos últimos 12 meses não poderá trabalhar na mesma área nesta transição.

col/LR

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