Obama vai ao Pentágono para falar do Iraque e do Afeganistão

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realiza nesta quarta-feira sua primeira visita ao Pentágono para estudar com seu Estado-Maior o cronograma de retirada das tropas do Iraque e o envio de reforços ao Afeganistão.

AFP |

O novo comandante-em-chefe será recebido às 15H30 locais no "tanque", uma sala de conferências superprotegida, pelo secretário da Defesa, Robert Gates, e o chefe de Estado-Maior do Exército, o almirante Michael Mullen, e conversará pela primeira vez com os chefes dos diferentes corpos militares.

"Trata-se de uma oportunidade de seguir adiante com as discussões iniciadas na semana passada", declarou nesta quarta-feira Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono.

Os chefes militares poderão, desta forma, transmitir diretamente seus conselhos ao presidente Obama, comentou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Outra reunião está prevista mais adiante com o comandante das forças internacionais no Afeganistão, o general David McKiernan.

Obama reiterou na semana passada que considera o Afeganistão a "frente central da luta contra o terrorismo".

"Minha administração assume o compromisso de se voltar novamente para o Afeganistão e o Paquistão", ressaltou o presidente, que nomeou Richard Holbrooke emissário para a região.

O secretário da Defesa confirmou nesta terça-feira que o Afeganistão constitui "o maior desafio militar" dos Estados Unidos, avisando que Washington precisa definir "metas limitadas e realistas".

Obama deve aprovar em breve o envio de reforços ao Afeganistão. O Pentágono, que já mantém 36.000 soldados no país, prometeu enviar até 30.000 homens suplementares.

Segundo Gates, Washington pode enviar três brigadas (uma brigada tem 3.000 a 4.000 soldados) "dentro de um prazo de mais ou menos seis meses".

Obama também pretende pôr fim à presença militar americana no Iraque, onde estão mobilizados 142.000 soldados.

O presidente americano, que prometera durante sua campanha retirar as tropas de combate num prazo de 16 meses após sua posse, em 20 de janeiro, pediu a seus chefes militares que acelerem o planejamento de "uma retirada responsável do Iraque".

Washington e Bagdá assinaram no fim de novembro um acordo que prevê a retirada total das tropas americanas do Iraque até o fim de 2011.

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