O presidente americano, Barack Obama, prometeu nesta terça-feira que os Estados Unidos vão sair da atual crise econômica mais fortes do que nunca, em seu primeiro discurso no Congresso como chefe da nação.

"Hoje, eu quero que cada americano saiba disso: nós vamos reconstruir, nós vamos nos recuperar, e os Estados Unidos da América emergirão mais fortes do que antes", afirmou Obama, cujos trechos do discurso foram antecipados à imprensa pela Casa Branca.

"Aquelas qualidades que fizeram dos Estados Unidos a maior força do progresso e da prosperidade da história da humanidade ainda estão em nós em grande medida", disse o presidente.

"É necessário agora que este país se recomponha, enfrente com coragem os desafios que estão postos, e assuma a responsabilidade pelo nosso futuro mais uma vez".

Obama deve subir à tribuna do Capitólio às 21H00, com toda a pompa e circunstância, para fazer o discurso mais importante de suas cinco semanas de presidência.

Seu objetivo principal é estabilizar o país, que perdeu o prumo em meio à quebradeira das bolsas e dos bancos, enquanto a indústria demite funcionários aos milhares e as poupanças desaparecem para cobrir despesas e pagar dívidas.

Apesar de apelar para o tom inspirador que marcou sua vitoriosa campanha eleitoral, Obama optou por uma abordagem mais sóbria na noite desta terça-feira, para não deixar dúvidas quanto ao ímpeto de seu governo em recuperar o país, custe o que custar.

"Acho que hoje vocês ouvirão do presidente uma fala sóbria sobre onde estamos e os desafios que estamos enfrentando", declarou o porta-voz da presidência, Robert Gibbs, à rede de televisão ABC News.

A exposição de Obama ao Congresso, semelhante ao discurso do Estado da União, tradicionalmente proferido pelos presidentes no início do ano, é sua melhor oportunidade até agora para conquistar a confiança do país em sua política de reativação da economia.

Após um primeiro mês consagrado a promover um plano e medidas de emergência para combater a crise, e dois dias antes de apresentar seu primeiro orçamento, Obama reafirma sua intenção de reduzir à metade o déficit até o fim de seu mandato, em 2013.

Também manifesta sua vontade de reformar o sistema de assistência médica e de impostos, tanto para reduzir o déficit como para cumprir a promessa eleitoral de mudança.

O presidente fala ainda da necessidade de promover as energias renováveis, combater as mudanças climáticas e reformar a educação.

As declarações de Obama sobre Irã, Afeganistão, Paquistão e Iraque também são muito esperadas, mas a economia, certamente, é a protagonista do discurso.

Segundo pesquisa realizada pelo jornal The New York Times e pelo canal de televisão CBS, 55% dos americanos dizem ter dificuldade para equilibrar as contas no final do mês, enquanto 64% temem que algum membro de sua família perca o emprego durante este ano.

A maioria dos americanos pensa que levará anos para que esta crise seja superada, mas 68% aprovam as ações de Obama, como a adoção do plano de reativação econômica de 787 bilhões de dólares.

col/ap/LR

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