Obama vai anunciar Sonia Sotomayor para Suprema Corte

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve anunciar nesta terça-feira a juíza Sonia Sotomayor como nova integrante da Suprema Corte do país, segundo fontes ligadas ao governo. O anúncio oficial deve ser feito por Obama no final da manhã desta terça-feira.

Redação com agências internacionais |

Caso o anúncio seja confirmado, Sotomayor será a primeira pessoa de origem hispânica a integrar a Suprema Corte dos Estados Unidos. A indicação de Barack Obama ainda deve passar pela aprovação do Senado.

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Sonia Sotomayor
Sonia Sotomayor

Sotomayor, de 54 anos nasceu e cresceu no Bronx, em NY, após seus pais se mudarem de Porto Rico para os Estados Unidos. Ela luta contra diabetes desde os oito anos e perdeu o pai aos nove. Graduada em Yale, Sotomayor já foi promotora pública, advogada privada e se tornou juíza federal no distrito de Nova York em 1992.

Como juíza, Sotomayor apresenta um perfil bipartidário. Ela foi indicada para o cargo de juíza federal pelo republicano George H. W. Bush e, posteriormente, nomeada juíza de apelações pelo democrata Bill Clinton, em 1997.

Na começo do mês, Obama ressaltou que a seleção de um juiz para o Supremo é uma de suas responsabilidades "mais sérias" como presidente.

Segundo ele, seu candidato será alguém "capaz de se identificar com a vida e desafios das pessoas comuns, que honre as tradições constitucionais americanas, respeite a integridade do processo judicial os valores constitucionais nos quais se fundou nosso país".

Aposentadoria de David Souter

A vaga aberta na Suprema Corte dos Estados Unidos veio depois da aposentadoria do juiz David Souter, de 69 anos.

O 105º juiz do Supremo - e sexto solteiro de sua história -, foi escolhido para o cargo em 1990 por George Bush pai, em substituição ao liberal William Brennan, que se aposentou após sofrer um derrame cerebral.

Sua tendência liberal foi uma desagradável surpresa para a direita, ao ponto de os comentaristas conservadores utilizarem agora o termo "Souter" como sinônimo de "traidor".

Entre os destaques de sua trajetória legal está seu respaldo, em 1992, à manutenção da sentença "Roe vs. Wade", que legalizou o aborto nos Estados Unidos, em 1973.

Ele foi ainda um dos quatro juízes do Supremo que, em 2000, votou contra o respaldo à eleição de George W. Bush, após a longa apuração de votos no estado da Flórida.

Durante sua carreira também apoiou os programas de "ações afirmativas" para as chamadas minorias, assim como a implementação de regras mais estritas no financiamento das campanhas eleitorais para lutar contra a corrupção política.

Também se mostrou a favor de limitar o uso da pena de morte e a favor dos direitos dos presos na prisão militar de Guantánamo, em Cuba.

A aposentadoria de Souter não deve alterar a divisão de forças no Supremo, atualmente integrado por quatro juízes de tendências mais liberais, quatro conservadores e um considerado "republicano moderado", Anthony Kennedy, que costuma desempatar as votações polêmicas.

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* Com informações da Reuters

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