Obama vai a público defender reforma do sistema financeiro

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje ao Congresso que aprove a reforma do sistema financeiro americano e, assim, ajude o país a evitar os abusos e excessos que levaram ao que classificou como a pior crise das últimas gerações.

EFE |

"Essas reformas são essenciais (...). Precisamos de normas de bom senso que permitam aos mercados funcionar de maneira justa e livre, ao mesmo tempo em que são controladas as piores práticas de nossa indústria financeira", afirmou.

Segundo Obama, na crise econômica iniciada em 2007, os grandes bancos envolveram-se em especulações irresponsáveis, sem se aterem às consequências destas e sem serem fiscalizados.

"As instituições financeiras inventaram e venderam produtos complicados para fugir da vigilância e ocultar enormes riscos. Houve algumas entidades que participaram da exploração generalizada dos consumidores para obter lucro rápido, sem se importar com aqueles que seriam afetados no processo", acrescentou.

"É por isso que a reforma financeira é tão necessária", destacou o presidente, cujo apelo foi feito durante o programa de rádio que faz aos sábados.

Durante a transmissão, ele falou do debate que ocorrerá segunda-feira no Senado. Nesse dia, a casa vai analisar um projeto de reforma de autoria do democrata Christopher Dodd, presidente da Comissão de Finanças.

De acordo com o chefe de Estado, a proposta engloba algumas de suas ideias, como o aumento do controle sobre as grandes instituições financeiras. A medida, afirmou, evitaria que apenas uma dessas empresas ameaçasse todo o sistema.

O projeto de Dodd, além de impedir a participação dos bancos em operações consideradas arriscadas, daria aos acionistas poder para decidir sobre os bônus e salários pagos aos executivos, algumas vezes "escandalosos", na avaliação do Governo de Obama.

As reformas incluiriam ainda a criação de uma Agência de Proteção Financeira ao Consumidor, cujo objetivo seria impedir práticas "depredadoras" e outros abusos.

Ao pedir àqueles que apoiam a reforma que "resistam às pressões dos que querem manter o status quo", Obama prometeu aplicar todos os recursos ao seu alcance para promovê-la e assegurar que a lei "reflita não só os interesses de Wall Street, mas os melhores interesses do povo americano". EFE ojl/sc

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