Obama vai a Israel e Cisjordânia na semana que vem

JERUSALÉM (Reuters) - O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, vai visitar Israel e a Cisjordânia ocupada na semana que vem, disseram autoridades israelenses e palestinas na segunda-feira. Obama vai se reunir nos dias 22 e 23 com o primeiro-ministro Ehud Olmert, com a chanceler Tzipi Livni, com o ministro da Defesa, Ehud Barak, com o presidente Shimon Peres e com o líder oposicionista Benjamin Netanyahu, segundo uma autoridade de Israel.

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Ainda no dia 23, ele deve se deslocar para Ramallah (Cisjordânia), onde será recebido pelo presidente Mahmoud Abbas, de acordo com Saeb Erekat, negociador palestino para a paz.

Já havia previamente grande expectativa por uma visita de Obama ao Oriente Médio em meados deste ano. O fato de ser filho de um muçulmano já falecido e de ter durante a campanha manifestado a disposição de conversar com o governo do Irã faz com que o senador democrata seja visto com desconfiança por muitos eleitores judeus.

Em discurso feito em junho no Comitê Americano para os Assuntos Públicos de Israel, Obama disse que, se for eleito em novembro, vai se empenhar para que seja criado um Estado palestino que viva em paz com Israel.

Mas, em declarações que chocaram os líderes palestinos, ele afirmou naquele discurso que 'Jerusalém continuará como capital de Israel, e deve permanecer não-dividida'.

No domingo, Obama disse que usou uma 'má formulação'. 'O que estávamos defendendo era simplesmente que não queremos uma cerca de arame farpado cortando Jerusalém, de forma semelhante à que ocorria antes da guerra de 67, que era possível para nós criarmos uma Jerusalém coesa e coerente', disse Obama à CNN.

Os palestinos reivindicam a parte oriental de Jerusalém como capital de seu eventual Estado. Israel ocupou o lado leste da cidade sagrada em 1967, sem reconhecimento internacional, e diz que Jerusalém como um todo é sua capital 'eterna e indivisível'.

O candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, visitou Israel em março. Ele não foi à Cisjordânia, mas falou com Abbas por telefone.

(Reportagem de Avida Landau em Jerusalém, Mohammed Assadi em Ramallah e Jim Vicini em Washington)

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